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EM TODAS AS COISAS A ORDEM VOLTA…se nelas novamente focar na origem.
Um sistema econômico é uma estrutura que abrange pessoas físicas e jurídicas – cidadãos comuns, estudantes, profissionais, consumidores, empresas e instituições em geral – em que cada um desses elementos desempenha uma função específica e limitada pela própria natureza da sua qualificação. No contexto geral, a estrutura de um sistema econômico impõe obstáculos para o enriquecimento pessoal, que pode ocorrer, porém, de forma judiciosa e gradual.
Um sistema financeiro se resume apenas num volume único e constante de dinheiro (dito meio circulante) que passa alternadamente por todos os diferentes setores de um sistema econômico, atuando especificamente e apenas como elemento regulador das relações entre os componentes desse sistema econômico.
A importância de se bem entender esses diferentes mecanismos reside no fato de que cada peça de um sistema econômico precisa se restringir em desempenhar o seu real significado dentro do sistema capitalista. Do contrário, o sistema se prostitui e, perdendo a sua essência, a coisa se transforma em puro dinheirismo, que nada mais é do que a mera busca pela riqueza em si, prática insana daquele que caça lucro rápido e desproporcional, sem medir os desdobramentos das suas ações.
No capitalismo, também a doutrina visa o acúmulo de capital sim, porém, por meio do trabalho sério, lento e gradual, e remunerado dentro de parâmetros diretamente proporcionais à função social do agente que pratica.
Para melhor entender isso: no passado distinguia-se a função social do indivíduo pelo padrão do carro, da casa, do vestuário. Uma mercedes, por exemplo, era carro de industrial ou de banqueiro. O médico demorava comprar um fusca. O comerciante pagava consórcio. Advogado e pastor evangélico só tinham um terno. Hoje, um simples assessor de político já de primeiro mandato custeia iate na marina da Glória.
É evidente que aquela pessoa que se apresenta como titular de um determinado patrimônio, notadamente incompatível com a sua função social, está simultaneamente corrompendo tanto o sistema econômico quanto o sistema financeiro. Como assim? Ora, praticar preços absurdos, atuar em vários ramos de atividade, ocupar cargo sem a devida qualificação, enriquecer em curto espaço de tempo, não estudar para evoluir, burlar o sistema bancário para vantagens escusas, etc. tudo isso significa deixar de exercer a real função dentro do sistema econômico e prostituir a circulação do dinheiro, que acaba sendo forçosamente deslocado de um setor ao outro em momento indevido. Esse tipo de coisa não é ser um grande empreendedor como pensam muitos. É agir como um ladrão ignorado pelas autoridades. É sim um comportamento nefasto para o bem estar social e que deveria ser deixada de lado.