Blog do Adilson Ribeiro

Segundo- 11:10- Sem medo do ENEM , Matemática e suas tecnologias. Veja abaixo:

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   O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) bate à porta dos estudantes de todo o Brasil. Em 2019, são 5,1 milhões de inscritos no exame,  que comparecerão aos locais de prova em 3 e 10 de novembro. Como não poderia deixar de ser, o Correio traz ao leitor secundarista um novo especial sobre o exame, que estreia de olho nos números da prova de matemática e suas tecnologias.
Ana Júlia Lobato: pegando o jeito com resolução de questões(foto: Clara Lobo/Esp. CB/D.A Press)
Ana Júlia Lobato: pegando o jeito com resolução de questões (foto: Clara Lobo/Esp. CB/D.A Press)

Aplicada no segundo dia, a disciplina ocupa, sozinha, 45 questões do Enem. Os candidatos têm cinco horas para respondê-las, além de outras 45 referentes à ciência da natureza e suas tecnologias. O conteúdo é vasto e o tempo, nem tanto. Este é o momento, garantem especialistas e alunos, de não perder de vista a matemática básica e resolver muitas, muitas questões.

Ana Júlia Lobato, 17 anos, não esconde o medo por tantos números numa só prova. “Está meio desesperador, pois é pouco tempo para fazer tudo. Como não estava praticando nem estudando especificamente para o Enem, tem conteúdo que  eu não tinha visto ainda.” Resolução de exerícios tem ajudado a jovem. “Agora, estou pegando o jeito. É pegar velocidade no treinamento.”

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Matemática básica

Não é tarde nem é conteúdo demais para quem domina os princípios básicos, garante Rafael Eberhardt, professor de matemática do canal Aulalivre.net.  Ele se refere à destreza e à agilidade na manipulação dos números em trabalhos como fração, equação, regra de três e porcentagem. “Temos a impressão de que é muito cont Writing Studio nua depois da publicidade


Conteudista: sim ou não?

Nas últimas edições do exame, cresceu entre professores e alunos a sensação de que a prova teria ganho aspectos mais conteudistas. Nesse formato, perderiam protagonismo os temas em que basta ao candidato leitura e alguma noção aritmética. Abordagens mais pragmáticas estariam em alta.
Walkyria Vidal defende essa tese. “Antes, você conseguia resolver questões apenas com interpretação de texto. Hoje, tem mais fórmula e cálculo. Função trigonométrica não costumava aparecer e surgiu no ano passado, com alguma dificuldade”, exemplifica.
Rafael Eberhardt relativiza as mudanças. “As provas do exame são muito parecidas, na verdade. Enem seria conteudista se pedisse, por exemplo, a razão entre dois números complexos. Em vestibulares tradicionais, cai esse tipo de conteúdo, mais fixos na matemática pura”, opina.
“Preciso ler bem os enunciados, porque as questões são sempre contextualizadas; então tem que prestar muita atenção aos contextos cobrados. Mas quanto mais você pratica, melhor você fica”, diz Gabriela Branquinho, 17.
O contexto do dia a dia é, segundo Diego Viug , a a maior característica do exame. “Tudo o que se aproxima do cotidiano é relevante para o Enem. Tem muita diversidade de texto e leitura de imagem. Houve, em 2018, questões de estatística que trazem muita leitura de gráficos, como vemos na vida.”

Rotina na reta final

Gabriel Dourado, 17, fez o Enem em 2018, quando ainda estava no 2º ano. “Faltava muito conteúdo do 3º ano, mas ainda consegui me sair relativamente bem na prova”, relembra. Para a reta final, a rotina é de exercícios e revisão. “Meu foco é  refazer provas passadas. Estou testando questões e contando o tempo, porque é muito importante na hora de fazer o exame. Tive dificuldade com tempo no ano passado.”
Rafael Eberhardt aprova o método. “A gente precisa, além de conhecimento, de paciência para ficar horas nisso. Nesse ponto, é muito importante que o aluno comece a simular esse tempo gasto. O aluno pode pegar o fim de semana e ‘fingir’ que está fazendo alguma prova anterior e ficar cinco horas resolvendo”, diz Rafael.
“É interessante fazer edições antigas, sempre com acesso ao método de resolução. Hoje em dia, há muito conteúdo em vídeo e texto na internet”, diz Daniel Ferretto.
E, claro, nada de calculadora na hora dos estudos. Afinal, o uso do dispositivo é vetado no dia de prova. “Evite! O aluno acha que a calculadora vai raciocinar por ele, o que não é verdade”, alerta Walkyria Vidal.
Fonte: Correio Braziliense

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