Blog do Adilson Ribeiro

Terça – feira – 21:05 – Coronavírus pode passar de mãe para filho pela placenta, aponta pesquisa. Veja Abaixo:

O coronavírus foi encontrado tanto no líquido amniótico quanto em secreções, em exames feitos logo após o nascimento

Cientistas franceses descreveram o que pode ser o primeiro caso de transmissão do coronavírus da mãe para o filho através da placenta. Estudos anteriores já haviam sugerido essa possibilidade, mas a pesquisa publicada na publicação especializada Nature Communications é a primeira a detectar sinais mais precisos dessa forma de contágio.

 

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O bebê nasceu com problemas neurológicos semelhantes aos de adultos com Covid-19. Mais pesquisas são necessárias para comprovar essa forma de contágio, que pode ter impacto na propagação da pandemia.

 

No artigo, os pesquisadores informam que demonstraram a transmissão “através da placenta do Sars-CoV-2 de uma grávida infectada no último trimestre da gestação e com comprometimento neurológico para o filho”. Eles também disseram que a transmissão foi confirmada por meio de “detalhadas análises patológicas e virológicas”.

 

Eles descrevem no estudo a doença na mãe e dizem que demonstraram que a placenta continha elevada concentração de coronavírus (carga viral), além de intensa inflamação. Observaram também que o bebê já nasceu com o coronavírus e permaneceu infectado Writing Studio o quanto em secreções, em exames feitos logo após o nascimento

Cientistas franceses descreveram o que pode ser o primeiro caso de transmissão do coronavírus da mãe para o filho através da placenta. Estudos anteriores já haviam sugerido essa possibilidade, mas a pesquisa publicada na publicação especializada Nature Communications é a primeira a detectar sinais mais precisos dessa forma de contágio.

 

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O bebê nasceu com problemas neurológicos semelhantes aos de adultos com Covid-19. Mais pesquisas são necessárias para comprovar essa forma de contágio, que pode ter impacto na propagação da pandemia.

 

No artigo, os pesquisadores informam que demonstraram a transmissão “através da placenta do Sars-CoV-2 de uma grávida infectada no último trimestre da gestação e com comprometimento neurológico para o filho”. Eles também disseram que a transmissão foi confirmada por meio de “detalhadas análises patológicas e virológicas”.

 

Eles descrevem no estudo a doença na mãe e dizem que demonstraram que a placenta continha elevada concentração de coronavírus (carga viral), além de intensa inflamação. Observaram também que o bebê já nasceu com o coronavírus e permaneceu infectado até o 18º dia de vida.

 

Daniele De Luca e seus colegas do hospital da Universidade Paris Saclay, em Clamart, na França, atenderam em março uma jovem de 23 anos no oitavo mês de gestação. A moça apresentava febre alta, tosse severa, congestão nasal. Um teste de PCR confirmou a Covid-19. Os genes E e S do Sars-CoV-2 foram detectados em seu sangue.

 

Após dois dias de internação, ela piorou e apresentou todos os sinais da Covid-19 grave no exame de sangue. Os marcadores de inflamação estavam elevados, a concentração de linfócitos (células de defesa) havia despencado. E ela tinha microtrombos, outra marca da Covid-19.

 

Uma ultrassonografia mostrou que o feto apresentava batimentos cardíacos anômalos e os médicos então optaram em realizar uma cesariana. Ela deu à luz um menino. O bebê nasceu com problemas respiratórios e passou por um procedimento chamado “ressuscitação neonatal”.

 

O coronavírus foi encontrado tanto no líquido amniótico quanto em secreções, em exames feitos logo após o nascimento. Os meses genes E e S do coronavírus foram detectados.

 

Após três dias, o menino apresentou sintomas neurológicos, como irritabilidade, dificuldade para se alimentar (ele não foi amamentado) e espasmos musculares.

 

O bebê recebeu tratamento “convencional”, não foi tratado nem com antivirais ou qualquer outra droga usada contra Covid-19. Ele melhorou e recebeu alta após 18 dias. Porém, continuava positivo para o coronavírus.

 

Aos 2 meses de vida, o menino havia melhorado significativamente e não tinha problemas de crescimento ou motricidade. Uma pequena lesão foi detectada em seu cérebro por meio de ressonância magnética, porém, sem sintomas de comprometimento aparentes. O caso continua a ser acompanhado.

 

Fonte: O Globo

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