Blog do Adilson Ribeiro

Sexta-feira – 08:48 – Covid: Macaé é mais eficiente do que Campos no combate à pandemia. Veja Abaixo:

Prefeitura de Campos acumula muitas falhas, sobretudo não testar em massa

A guerra ao novo coronavírus tem consequências trágicas para a população, mas depende da capacidade de enfrentamento, estratégias de ação e eficiência no combate por parte dos governos. Em Macaé, a prefeitura adotou um conjunto de medidas de combate ao Covid 19 desde quando os primeiros casos de infecção surgiram. As ações envolvem todas as secretarias e órgãos da administração pública municipal. A Secretaria de Administração, através do setor de Planejamento Estratégico, realizou levantamento detalhado das atividades desenvolvidas e elaborou o relatório “Indicadores municipais das ações durante a pandemia de Covid-19”. Já em Campos, constantemente há reclamações a respeito da falta de oferta de testes, com pessoas sendo obrigadas a recorrer a laboratórios particulares e pagar seus testes, além do prefeito Rafael Diniz ter pecado ao acabar com programas sociais vitais para as camadas mais pobres enfrentarem a pandemia com uma melhor saúde nutricional.

 

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Desde o início do mês, o prefeito Aluizio Santos Junior determinou um novo plano de ação que inclui um mutirão de testes em massa na população. A testagem sorológica para o Covid-19 ocorre em bairros que registram o maior número de óbitos da doença. Macaé é também a primeira cidade do Estado a realizar exames em massa dos profissionais do comércio, antes da reabertura das atividades. A estratégia reforça a busca ativa de novos casos também junto aos idosos, profissionais da Saúde e trabalhadores do comércio local. Até agora houve testes em cerca de 20 mil macaenses.

 

Já em Campos, a população reclama de oferta de testes em massa. “Minha mãe foi internada na Santa Casa de Misericórdia para se submeter a uma cirurgia na perna pelo SUS. Foi obrigada a fazer o teste, deu positivo, ela está com a Covid, mas tivemos que pagar R$ 200,00 pelo teste. Moramos com ela na mesma casa, eu e minhas irmãs e sobrinhos. Não temos condições de arcar com essas despesas, mas teremos que pagar também para fazer os testes, a fim saber se estamos também com o vírus. Que saúde é essa, onde você só faz se pagar? E se estivermos também contaminados? A Santa Casa recebe dinheiro alto, milhões da prefeitura”, desabafou o servente Antônio Kurt Silva Santos, morador do Novo Jockey.

 

Além disso, Rafael Diniz pecou pelo desmonte dos programas sociais como o Cheque Cidadão e o Restaurante Popular, fundamentais para as camadas mais pobres enfrentarem a pandemia com uma melhor saúde nutricional. Na campanha, o prefeito havia prometido não extinguir os programas.

 

Em Macaé, há política de segurança alimentar durante a pandemia. Cerca de 40.200 estudantes da rede municipal de ensino recebem a “Bolsa Alimentação”, no valor mensal de R$ 200 por aluno. O objetivo é garantir que os estudantes tenham condições de se alimentar enquanto as escolas permanecerem fechadas.

 

Já o número de famílias que receberam benefícios concedidos pelo Governo Federal, como “Bolsa Família” ou “Auxílio Emergencial”, chegou a 11.228. E no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) foram 23.512 famílias. (LEIA MAIS ABAIXO)

 

Um projeto de lei assinado em abril pelo prefeito, Dr. Aluizio, criou o auxílio-financeiro de R$ 800 por três meses para funcionários do comércio formal e informal, fechados em virtude dos decretos editados como restrições e enfrentamento ao coronavírus. Este benefício foi concedido a 430 trabalhadores em Macaé.

 

Aqueles que se encontram em maior vulnerabilidade social também receberam ajuda. Através do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), um total de 1.095 cestas básicas foram distribuídas em bairros e distritos do município. Em relação à população em situação de rua, 10 mil refeições foram fornecidas entre o final de março e o início de julho.

 

Em Campos, o governo falhou ao não definir um plano de ação junto aos hospitais contratualizados, que continuam subaproveitados nesta guerra contra a pandemia, enquanto o município concentra ações no Centro de Combate ao Coronavírus (CCC) num só hospital, a Beneficência Portuguesa. (LEIA MAIS ABAIXO)

 

Por sua vez, esses quatro hospitais (Santa Casa, Álvaro Alvim, Plantadores de Cana e Beneficência) vivem a reclamar do prefeito quanto ao atraso dos repasses de verbas de convênio com o Município, o que tem gerado atraso de salários e outros direitos trabalhistas dos funcionários

 

Na planície, populares decidiram pichar o prometido hospital de campanha, no Parque Santo Amaro, com faixas em referência à omissão das autoridades. O governo do Estado adiou cinco vezes a inauguração do “elefante branco” e, há duas semanas anunciou que não seria entregue à população.

 

Enquanto isso, prestadores de serviços que atuam no combate à Covid 19, como médicos e enfermeiros reclamam de Rafael Diniz pelos atrasos em atraso, além de cortes em gratificações por adicional noturno e insalubridade. (LEIA MAIS ABAIXO)

 

O conjunto de falhas se soma a outras como a falta de registro de leitos do município no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Por esta razão, o município tem deixado de receber R$ 9 milhões por mês do governo federal, segundo denúncia feita pelo vereador Álvaro Oliveira na Câmara Municipal.

 

Máscaras e atividades on-line – Em Macaé, outro auxílio significativo foi dado por alunas e ex-alunas do curso de corte e costura do Centro de Educação Tecnológica e Profissional. Elas produziram 5.500 máscaras em dois meses. Já as máscaras do tipo “Face Shields” (que cobrem o rosto todo) foram feitas por por alunos e servidores do projeto de Robótica, com apoio das universidades e empresas. Houve a distribuição de 2.435 unidades para profissionais da saúde que atuam no município. (LEIA MAIS ABAIXO)

 

Comunicação de Macaé foi eficiente – Desde o início da pandemia, a Secretaria Municipal Adjunta de Comunicação de Macaé realizou atendimentos à imprensa, produziu matérias jornalísticas e elaborou peças de campanhas de sensibilização e orientação. Foram contabilizados 1.296 trabalhos até agora. Já a Ouvidoria, vinculada à Comunicação, foi acionada em 1.053 manifestações da população.

 

O atendimento ao consumidor também prosseguiu. Só no mês de junho, o Procon recebeu 115 denúncias em razão de recusa de redução de mensalidade escolar durante o período da pandemia, corte indevido de fornecimento de energia, preços abusivos de material de EPI e preços abusivos de produtos alimentícios.

 

A Secretaria Municipal Adjunta de Trabalho e Renda monitorou, através do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) o quantitativo de admissões e desligamentos de trabalhadores em Macaé. Em maio, último mês analisado, o número de demitidos caiu quase à metade: passou de 6.811 (em abril) para 3.638. (LEIA MAIS ABAIXO)

 

Fiscalizações em todo o município – Por sua vez, a Secretaria Municipal de Fazenda efetuou 312 autuações, entre infrações, interdições e intimações. Na mesma linha de atuação, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana aplicou 240 multas por estacionamento irregular de veículos em locais proibidos, em cumprimento ao decreto 63/2020 o decreto refere-se a estacionamento em ambos os lados em toda a extensão da orla das praias Campista, Cavaleiros e Pecado, além do entorno da lagoa de Imboassica.

 

A Secretaria Municipal de Ordem Pública remanejou 106 guardas municipais para apoio às atividades de fiscalização. A Secretaria Municipal Adjunta de Defesa Civil Writing Studio re-se a estacionamento em ambos os lados em toda a extensão da orla das praias Campista, Cavaleiros e Pecado, além do entorno da lagoa de Imboassica.

 

A Secretaria Municipal de Ordem Pública remanejou 106 guardas municipais para apoio às atividades de fiscalização. A Secretaria Municipal Adjunta de Defesa Civil também contribuiu e realizou um total de 101 vistorias e abordagens à população para cumprimento dos decretos municipais relacionados à Covid-19.

 

Em outros municípios brasileiros de médio porte, a considerar o quantitativo de óbitos, a gestão da Covid 19 tem registrado números bem menores de mortes, casos de Campo Grande/MS (com 890 mil habitantes e 90 óbitos); Caxias do Sul/RS (500 mil habitantes, 40 mortes); Florianópolis/SC (500 mil moradores, 39 óbitos); Maringá/PR (400 mil habitantes, 40 mortes); Londrina/PR (570 mil habitantes, 107 óbitos); Contagem/MG (670 mil habitantes, 120 óbitos); Pelotas/RS (390) mil habitantes, 13 mortes). Campos, com 500 mil habitantes, já acumula 160 óbitos com a pandemia; Macaé, com 250 mil moradores, soma 102 mortes.

Fonte: Campos 24 Horas.

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