Trabalhadores exigem manutenção das cláusulas sociais e acordo fixado pelo TST. Julgamento pode marcar desfecho ou continuidade da paralisação por tempo indeterminado
São Paulo – A greve nos Correios pode se estender até o próximo mês ou acabar nesta sexta-feira (21), a depender do resultado do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o restabelecimento de sentença do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de 2019. De acordo com o secretário-geral da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), José Rivaldo da Silva, se a decisão for favorável aos trabalhadores, a previsão é que já na próxima segunda (24) assembleias decidam pela suspensão da paralisação.
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Em greve há quatro dias, a categoria cobra a manutenção das cláusulas so Writing Studio o volume de entregas de mais de 30%, em meio à pandemia, em função dos serviços de compra on-line.
Contra a privatização
Ainda segundo Rivaldo, a manutenção do acordo não dá prejuízos a empresa que teve um incremento na receita, alcançando, até maio deste ano, quase R$ 400 milhões de lucro, aponta a federação. “Em contrapartida o general Floriano Peixoto quer que os trabalhadores paguem a conta.” Na semana passada, Toffoli manteve seu voto, e foi acompanhado pelo ministro Edson Fachin. A Fentect, contudo, diz acreditar na “sensibilidade dos demais ministros”.
A mobilização também marca a oposição da categoria à proposta de privatização da estatal. A intenção de vender a empresa já foi manifestada pelo próprio presidente Jair Bolsonaro. O argumento é que isso baratearia as tarifas. Os Correios, no entanto, já têm hoje as tarifas mais baratas quando comparadas aos serviços similares prestados por empresas da iniciativa privada. Além de ter o monopólio do serviço de entregas de cartas, que chega a render 40% da receita da empresa, segundo a federação.
“Os Correios acabam regulamentando esse mercado, se não tivesse, os preços seriam impraticáveis para quem mora mais distante. A empresa ser privatizada só interessa a quem atua no mercado”, destaca Rivaldo.
Fonte: Clara Assunção. Edição: Glauco Faria