As mortes de duas mulheres de 37 e 43 anos nos últimos dias em Campos chamam a atenção
Se alguém alimenta convicções ou certezas de que a Covid 19 apenas mata ou contamina com mais freqüência pessoas de idade mais avançada, é tempo de refletir. No boletim dos últimos dias do departamento de Vigilância Sanitária da Prefeitura de Campos, os casos de óbitos incluíam duas mulheres de 37 e 43 anos, ambas com comorbidades. Muitos jovens relaxam as medidas de isolamento social e uma cena ficou comum: jovens se juntam nos arredores dos bares ou em festas particulares.
Em Búzios, A faixa etária dos 31 a 45 anos é a que registra maior número de casos confirmados em Búzios, sendo 748 casos. Houve um crescimento de casos entre pessoas de 46 a 60 anos, que somam 374 casos. Pessoas entre 16 a 30, somam 259 casos. Por fim, a faixa etária dos 0 a 15 anos, totaliza 19 casos.
A evolução da Covid 19 no Estado do Rio tem mostrado que a doença não atinge apenas pessoas de idade mais avançada. Em São Gonçalo, dos 913 óbitos registros até este sábado, 104 deles são de pessoas de até 50 anos, incluindo uma criança de 11 meses, outra de 5 anos.
Em São Paulo, os mais jovens estão no foco das infecções e internações pela Covid 19. Se no início da pandemia a preocupação era com os idosos — considerados grupo de risco da doença —, agora as autoridades voltam os olhos para outras faixas etárias.
Nas últimas três semanas, pacientes com idades entre 30 e 50 anos passaram a ser maioria entre os internados em decorrência do novo coronavírus, tanto nos leitos de enfermaria quanto nos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
Em uma faixa etária mais jovem ainda, os pacientes dos 20 aos 39 anos representam 40% dos casos e 3,6% das mortes contabilizados no estado.
Antes, no período da pandemia entre março e novembro, esse volume de internações era ocupado por pacientes que tinham entre 55 a 75 anos. Apesar da mudança, esse grupo ainda representa 77% daqueles infectados que evoluem de forma grave e compõem as estatísticas de mortalidade da Covid-19.
A mudança no perfil etário das vítimas levou em consideração os dados de pedidos feitos via Cross (Central de Regulação e Oferta dos Serviços de Saúde), que disponibiliza os leitos no estado de São Paulo, e foi destacada pelo secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn.
“A gente sempre veio falando que o grupo etário que mais nos preocupava era a faixa etária dos idosos. Mas temos que entender que o jovem ele não é imune ao vírus, também pode adoecer e morrer em decorrência desse vírus. O que temos observado é uma mudança nesse perfil etário da pandemia. Nas últimas 3 semanas, temos observado um aumento da faixa etária de 30 a 50 anos”, afirmou Gorinchteyn.
O secretário alerta que chega a ser assustador o comportamento de pessoas de 30 a 50 anos.
“O comportamento dessas pessoas que se expõem ao vírus chegar a ser assustador. São exatamente esses, de 30 a 50 anos, que continuam circulando, que continuam festejando, que continuam saindo para bares e dessa forma se contaminam e levam para suas casas. (…) O jovem é capaz de transmitir tanto para a sociedade quanto para sua própria casa, levando para os pais os avós, que estão em casa respeitando a quarentena e correm maior risco de evoluir de forma fatal”, completou o secretário.
Especialistas consideram que o tédio da obrigação de se trancar em casa por vários meses e os números recentes da pandemia levaram muitas pessoas a flexibilizar o comportamento. Muitos chegam ao lim Writing Studio ovembro, esse volume de internações era ocupado por pacientes que tinham entre 55 a 75 anos. Apesar da mudança, esse grupo ainda representa 77% daqueles infectados que evoluem de forma grave e compõem as estatísticas de mortalidade da Covid-19.
A mudança no perfil etário das vítimas levou em consideração os dados de pedidos feitos via Cross (Central de Regulação e Oferta dos Serviços de Saúde), que disponibiliza os leitos no estado de São Paulo, e foi destacada pelo secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn.
“A gente sempre veio falando que o grupo etário que mais nos preocupava era a faixa etária dos idosos. Mas temos que entender que o jovem ele não é imune ao vírus, também pode adoecer e morrer em decorrência desse vírus. O que temos observado é uma mudança nesse perfil etário da pandemia. Nas últimas 3 semanas, temos observado um aumento da faixa etária de 30 a 50 anos”, afirmou Gorinchteyn.
O secretário alerta que chega a ser assustador o comportamento de pessoas de 30 a 50 anos.
“O comportamento dessas pessoas que se expõem ao vírus chegar a ser assustador. São exatamente esses, de 30 a 50 anos, que continuam circulando, que continuam festejando, que continuam saindo para bares e dessa forma se contaminam e levam para suas casas. (…) O jovem é capaz de transmitir tanto para a sociedade quanto para sua própria casa, levando para os pais os avós, que estão em casa respeitando a quarentena e correm maior risco de evoluir de forma fatal”, completou o secretário.
Especialistas consideram que o tédio da obrigação de se trancar em casa por vários meses e os números recentes da pandemia levaram muitas pessoas a flexibilizar o comportamento. Muitos chegam ao limite psicológico da tranca dentro de casa. A melhora dos números de contágios e mortes pela Covid 19 e o relaxamento das restrições por parte do poder público, que liberou a abertura de bares e restaurantes, fez com que muitos isolados ganhassem as ruas, muitas vezes sem o devido cuidado, como o uso de máscara.
Fonte: Campos 24 Horas