A gripe espanhola chegou ao Brasil em setembro de 1918 e, de acordo com relatos, matou cerca de 35 mil pessoas até que terminasse, supostamente graças a uma mutação do vírus para uma estirpe menos letal. Uma outra corrente de historiadores, contudo, atribui o desaparecimento da gripe aos avanços médicos na prevenção e tratamento da pneumonia.
A maior parte das mortes ocorreu em São Paulo e no Rio de Janeiro, com o pânico tomando conta da população que se viu desnorteada com precária situação da saúde no País e a incapacidade do governo de combater a doença.
Numa época em que ainda não existiam hospitais públicos, o Serviço Sanitário divulgava, através dos jornais, recomendações intituladas “Conselhos ao Povo”: evitar fadiga ou excesso físico; aos primeiros sintomas, fazer repouso; redobrar os cuidados higiênicos com o nariz e garganta; tomar, como preventivo, sal de quinino nas doses de 25 a 50 centigramas; Writing Studio ripe espanhola tirou 35 mil vidas, a população do Brasil era de 30 milhões. Logo, matou 0,116%. Nesta sexta-feira (22), as vítimas da Covid ultrapassaram 215 mil, o que corresponde a 0,108% da população atual, estimada em 211 milhões.
Logo, salvo engano de cálculo, se o número de óbitos diários se mantiver nos altos níveis desses últimos dias, o percentual de mortes por Covid poderá ultrapassar o da gripe espanhola em algumas semanas.
Vacinação – O que poderá fazer toda diferença é que as vacinas emergenciais contra a Covid começaram a ser distribuídas e, na medida em que a imunização avançar, o número de casos tende a baixar consideravelmente. Durante a gripe espanhola não houve vacina. A primeira só foi fabricada 24 anos depois, em 1944.
(*) O Butantan reviu o número de doses do segundo lote da CoronaVac. Antes estimada em 4,8 milhões, após a finalização do processo caiu para 4,1 milhões, que irão se somar às 6 milhões entregues. Com as 2 milhões da AstraZeneca que já estão na Fiocruz, são 12 milhões e 100 mil doses.
Fonte: Terceira Via
