Uma discussão em bar de Vigário Geral, na Zona Norte do Rio, na noite de segunda-feira, terminou com três pessoas mortas e outras três feridas. O homem que abriu fogo só foi contido com a chegada da Polícia Militar. Ele acabou sendo baleado por policiais. A Guarda Municipal do Rio informou que o autor dos disparos é Fábio Damon Fragoso da Silva, de 46 anos, um agente da corporação, e que e já foi aberto processo disciplinar para apurar a conduta do guarda municipal.
De acordo com a PM, todos os envolvidos se conheciam. Os assassinatos aconteceram na Rua Mauro. Os mortos foram identificados como André da Silva Ramos, Delcio Fernando Gonçalves Silva e Anderson Pinto Lourenço. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso. No fim da manhã, familiares das três vítimas já estavam no Instituto Médico-Legal (IML) para liberar os corpos. O secretário de Ordem Pública, delegado Brenno Carnevale, solidarizou-se com os p Writing Studio ou a mulher. — Eles disseram que há algum tempo o Fábio surtou e quebrou vários carros na Avenida Brasil.
Maria disse que a “convivência entre eles era normal” e ambos frequentavam a mesma academia.
— A gente malhava juntos. Nunca tivemos problemas. Estou pasma. Meu marido era trabalhador e ele morreu para dar ajuda. Como sempre ele ajudava as pessoas. Ele morreu tentando salvar a vida de outra. Vão ficar boas recordações. Ele era dedicado.
Anderson era lotado no gabinete do vereador Ulisses Marins (Republicanos) desde o começo do ano.
O vendedor Iroino Pinto Lourenço, de 58 anos, contou que Anderson era o caçula de quatro irmãos.
— Eu não tinha o que reclamar dele. Ele morava lá há nove anos. Ele tem um filho de 17 anos que vai ir para o quartel. O cara destruiu a vida se quatro famílias.
Produtor escapou após arma falhar
O produtor de eventos Paulo César Silva Motta Júnior, de 40 anos, disse que o guarda municipal apontou a arma para ele e tentou atirar duas vezes. No entanto, a pistola falhou. Paulo conta que todos eram amigos e se conheciam havia anos.
— (Eu estava no bar) e na hora da novela fui jantar. Depois, quando eu escutei os disparos, eu desci. Dois amigos estavam baleados e ele apontou a arma para mim e tentou dar dois tiros. Mas a arma falhou. Eu corri e ele baleou o menino do Exército. Foi uma coisa banal. Eles perguntaram por que ele estava com a cara amarrada. Tudo foi muito rápido. Por sorte ele não me matou — diz o produtor de eventos.
Fábio não tem passagens e nenhuma anotação criminal, segundo a Polícia Civil. Nas próximas horas testemunhas e familiares prestarão depoimento da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A Guarda Municipal do Rio ainda não esclareceu se o agente tinha porte e posse de arma de fogo. A GM do Rio não permite que seus agentes tenham armamento.
Fonte: Extra

