Blog do Adilson Ribeiro

Quinta-feira – 16:46 – Nível de emissões de gases de efeito estufa no Brasil em 2020 é o maior desde 2006, aponta relatório. Veja Abaixo:

Nona edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima aponta que Brasil chegará à COP 26 com tendência de alta e desafios para implementar a redução prometida.

 

O Brasil continua a aumentar o total de gás carbônico (CO2) emitido para a atmosfera, mesmo tendo assumido compromissos de redução há mais de uma década, de acordo com mais recente edição do “Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Observatório do Clima”, o SEEG.

 

Os dados sobre o ano de 2020 mostram que o Brasil está mantendo, desde 2010, a tendência de alta nas emissões, na contramão d Writing Studio fMCFZEPuQYd1lUJmw” data-cid=”138369367597″ data-lid=”5804150087″>

“Dois mil e vinte foi o ano que tivemos as maiores emissões do setor em 11 anos, um reflexo claro do desmonte em curso da política ambiental, que tem favorecido a retomada das altas taxas de desmatamento”, afirma Ane Alencar, diretora de Ciência do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), organização responsável pelo cálculo das emissões do setor no SEEG.

 

Os cientistas do SEEG explicam que a atividade rural ainda responde pela imensa maioria das emissões do Brasil. “Quando se soma o total emitido por mudança de uso da terra e as emissões totais da agropecuária, a maior parte delas do rebanho bovino, conclui-se que quase três quartos (74%) das emissões nacionais estão direta ou indiretamente ligadas à produção rural e à especulação com terras“, afirmam.

A agropecuária teve a maior elevação desde 2010. “A crise econômica diminuiu o consumo de carne e isso aumentou em 2,6 milhões de cabeças o rebanho nacional, o que, por sua vez, aumentou também as emissões de metano por fermentação entérica”, diz o documento.

“Embora seja visível o crescimento da implementação de técnicas de agricultura de baixo carbono no Brasil, inclusive com o cumprimento de grande parte das metas do Plano ABC, esse crescimento ainda está aquém dos patamares necessários para que possamos ver a trajetória de emissões do setor ser modificada e demonstrar o real potencial que o Brasil possui em se ter uma agropecuária sustentável e de baixo carbono”, explica Renata Potenza, coordenadora de projetos do Imaflora, organização responsável pelo cálculo das emissões da agropecuária.

Já o setor de energia registrou queda nas emissões de gases e retornou aos patamares de 2011. Segundo os especialistas, o número reflete a pandemia do coronavírus, que nos primeiros meses reduziu o transporte de passageiros, a produção da indústria e a geração de eletricidade.

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