Blog do Adilson Ribeiro

Quinta-Feira – 20:15 – Mais contagiosa, mas menos grave: o perfil da ômicron vai ganhando corpo. Veja Abaixo:

Embora seja muito mais contagiosa, a ômicron é certamente muito menos virulenta. Um mês após sua detecção na África do Sul, essa nova variante já é mais conhecida, embora ainda não se saiba até que ponto ela influenciará a pandemia da Covid-19.

O que sabemos sobre a ômicron? –

Em relação à variante delta, “sua transmissão é muito maior, mas provavelmente menos grave, embora não saibamos até que ponto”, explicou Jean-François Delfraissy, presidente do conselho científico que assessora o governo da França.

A ômicron avança muito rapidamente em v Writing Studio or enquanto, é o grande enigma.

A equação depende de duas incógnitas: a gravidade mais baixa da ômicron compensará o fato de ser muito mais contagiosa?

“Embora a ômicron cause sintomas menos graves, o número de casos pode novamente sobrecarregar os sistemas de saúde que não estão prontos”, alertou recentemente o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Isso não parece ser um problema no país onde a variante foi identificada, a África do Sul. No entanto, no hemisfério norte, onde a população é maior, as internações são muito mais preocupantes.

“É muito importante estudar o que vai acontecer em Londres na próxima semana porque vai nos ensinar muito sobre a gravidade”, disse Arnaud Fontanet, membro do conselho consultivo francês nesta quinta-feira.

– E as vacinas? –

As mutações da ômicron parecem reduzir a imunidade dos anticorpos contra o vírus, então ele pode se espalhar entre muitas das pessoas vacinadas – e até mesmo reinfectar algumas.

Estudos realizados em laboratório mostram que, em relação à ômicron, a taxa de anticorpos cai o entre as pessoas que receberam as vacinas da Pfizer/BioNTech, Moderna e, em menor medida, da AstraZeneca ou Sinovac.

Uma dose de reforço parece melhorar a imunidade por anticorpos. Pelo menos é o que diversos laboratórios anunciaram esta semana: Pfizer/ BioNTech, Moderna e AstraZeneca. Mas uma informação crucial está faltando: não se sabe quanto tempo dura esse efeito.

E, por outro lado, um estudo realizado por pesquisadores de Hong Kong, publicado quinta-feira, mostra que mesmo com o reforço a vacina Sinovac não produz anticorpos suficientes.

No caso da Novavax, que se tornou a quinta vacina autorizada pela União Europeia na segunda-feira, sua resposta ainda não é conhecida, já que quando foram realizados os ensaios clínicos as variantes mais comuns eram alfa e beta.

 

 

Fonte: Istoé

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