Blindado da PM esteve nas ruas do Complexo do Alemão durante a operação. O cabo da PM Bruno de Paula Costa, de 38 anos, foi baleado no pescoço durante a operação e morreu
Um policial militar e uma mulher, identificada como Letícia Marinho Salles, de 50 anos, morreram após serem atingidos por disparos durante confronto com traficantes do Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, na manhã desta quinta-feira (21). Eles chegaram a dar entrada no Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiram aos ferimentos. Um outro agente teria sido atingido por um disparo no pé, mas passa bem. Segundo o porta-voz da PM, tenente-coronel Ivan Blaz, três suspeitos também morreram durante a ação.
Writing Studio as passa bem. Segundo o porta-voz da PM, tenente-coronel Ivan Blaz, três suspeitos também morreram durante a ação.
— Oficialmente temos cinco mortos: um PM, uma vítima e três criminosos — disse o porta voz da PM.
No local acontece uma ação da PM em conjunto com a Polícia Civil para combater o roubo de veículos, de carga e a bancos. Há pelo menos 400 policiais participando da operação, com quatro aeronaves e 10 veículos blindados.
Os agentes também atuam nas comunidades do Juramento e Juramentinho, nos bairros de Vicente de Carvalho e Tomás Coelho. As equipes são lotadas no 3º BPM (Méier), no 41º BPM (Irajá) e em outros batalhões do 2º Comando de Policiamento de Área (Zonas Norte e Oeste do Rio).
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Letícia Marinho Salles, de 50 anos, foi uma das vítimas da operação no Alemão. Ela era mãe de três filhos, moradora do Recreio dos Bandeirantes e estava desempregada. Segundo o namorado Denilson Glória, Letícia enterrou a mãe há uma semana.
— Estou desnorteado. A mãe dela acabou de morrer por velhice, foi enterrada na semana passada. Hoje aconteceu isso. Ela estava na minha casa, na Penha, e nós viemos para cá (Alemão) tomar café na minha tia. Nessa hora não estava tendo tiroteio. Nós paramos em um sinal e logo depois meu carro foi alvejado. Ela foi atingida no peito — contou.
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O rapaz afirma ainda que quem atirou na vítima foi um policial militar.
— Só tinha polícia na hora. Estavam a sete metros da gente. Tinha uma policial em um carro descaracterizado do nosso lado. Ela botou a arma para fora e começou a discutir com os agentes depois que a Letícia foi baleada.
O homem continua relatando que após o ocorrido, levou a vítima para UPA do Alemão, mas ela já chegou morta.(leia mais abaixo)
— Não teve o que fazer. Agora é aguardar a liberação do corpo para enterrar.
Segundo a PM, os três suspeitos foram encontrados já mortos. Foram apreendidas uma metralhadora .50 (capaz de derrubar helicóptero), quatro fuzis e duas pistolas. Na comunidade Favela da Galinha, próximo ao Alemão, quatro homens em fuga foram detidos.
Em nota, a PM afirma que informações dos setores de inteligência “apontam a presença de criminosos da região do Complexo do Alemão praticando roubos de veículos principalmente nas áreas dos bairros do Grande Méier, Irajá e Pavuna”. Esses criminosos seriam responsáveis pelos “roubos a bancos como aqueles que ocorreram no município de Quatis, em Niterói e na Baixada Fluminense, e roubos de carga, além de planejar tentativas de invasão a outras comunidades”, segundo a corporação.
Moradores não podem sair de casa
Nas redes sociais há relatos de que criminosos estariam atrapalhando o trabalho da polícia colocando fogo em barricadas e jogando óleo na via.(leia mais abaixo)
Moradores relatam que a situação é tensa na região. Há pessoas tentando se esconder dentro de casa para fugir de disparos:(leia mais abaixo)
“Tô falando com a minha mãe, ela disse que se escondeu no meu antigo quarto (cômodo mais seguro da casa) e tá rezando pra ninguém tentar entrar lá. E eu tô aqui em casa desesperada enquanto ela demora a me responder”, escreveu uma moradora da comunidade no Twitter.(leia mais abaixo)
Na mesma rede, uma outra moradora disse que a casa da mãe foi atingida por disparos e que não é possível deixar o imóvel devido ao conflito, que segue desde o início desta manhã.(leia mais abaixo)
“Essa guerra não é nossa. Minha mãe está com a casa toda furada de tiro e presa lá dentro sem poder sair. Nós do Complexo do Alemão só queremos paz”, destacou.(leia mais abaixo)
O Centro de Operações Rio informou, por volta das 13h10, que a Estrada do Itararé está fechada, em ambos os sentidos, entre a Avenida Itaoca e a Rua Paranhos devido à operação policial. As linhas de ônibus que passam pela região também tiveram alteração no trajeto (veja o que muda abaixo).(leia mais abaixo)
Um PM morto e outro ferido
O cabo da PM Bruno de Paula Costa, de 38 anos, foi baleado no pescoço durante a operação. Socorrido pelos colegas de farda para o Hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha, ele já chegou morto na unidade. Na corporação desde 2014, atualmente, estava lotado na UPP Nova Brasília. O PM estava na base onde houve o ataque. Abalados, familiares do militar estiveram na unidade de saúde e não quiseram falar. Ele era casado e deixa dois filhos portadores de espectro de autismo.(leia mais abaixo)
Outro policial militar que deu entrada na unidade foi o PM Sérgio Rodrigues de Souza. Ele foi atingido por um disparo no pé durante o ataque. O militar recebeu atendimento também no Hospital Getúlio Vargas e foi liberado ainda pela manhã.(leia mais abaixo)
(leia mais abaixo)O governador do Rio, Cláudio Castro, usou as redes sociais para lamentar a morte do policial e para falar da ação, que teve início nas primeiras horas desta quinta-feira:
“Nossas forças de segurança foram covardemente atacadas hoje cedo durante uma grande operação no Complexo do Alemão para prender criminosos. Um policial foi morto e outro, baleado. Lamento profundamente a morte do nosso agente e me solidarizo com a família’, escreveu na postagem acompanhada por um vídeo que mostra um helicóptero da polícia sendo alvo de tiros.
Fonte: Campos 24 Horas.

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