Um asilo clandestino em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, foi totalmente interditado pela Vigilância Sanitária nesta segunda-feira (3). O local foi denunciado por maus-tratos e tortura contra 20 idosos. Após uma fiscalização, que contou com o apoio de policiais da 35ª DP (Campo Grande), três pessoas foram presas.
De acordo com a Polícia Civil, os cartões de pagamento das vítimas eram retidos pelos donos da instituição de acolhimento.
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Maus-tratos e condições insalubres em asilos
Segundo Maria Cláudia Castelo, gerente do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária do Rio (Ivisa), responsável por instituições de longa permanência e unidades de acolhimento, nos últimos dois meses, seis casas de repouso foram totalmente interditadas por maus-tratos aos idosos e condições insalubres. Uma delas foi visitada na semana passada: não tinha registro na prefeitura nem nome. Lá viviam 15 idosos, que estavam sob os cuidados de duas pessoas no dia da fiscalização. Naquele dia, o almoço foi arroz, feijão, cenoura e ovo.
No dia 14 de setembro, ao menos cinco idosos foram retirados da Casa de Repouso Divina Luz Pensionato, na Cacuia, na Ilha do Governador. Após vistoria do Ivisa-Rio, o local está proibido de receber novos pacientes. O delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves, titular da 37ª DP (Ilha do Governador), pediu à Justiça a realização de uma operação de busca e apreensão no local. No asilo foram encontrados comida podre, remédios vencidos e ambiente insalubre. A dona do asilo, que também é diretora do lugar, foi presa em flagrante.
No dia 7 de agosto, a Polícia Civil do Rio fechou a Casa de Repouso Laço de Ouro, em Guaratiba, na Zona Oeste. Agentes da 35ª DP (Campo Grande) receberam denúncias de maus-tratos e foram ao endereço checar as informações. Os policiais encontraram a casa em péssimo estado, e, inclusive, havia idosos com fome. Dias após a interdição, a Justiça do Rio determinou o fechamento da casa de repouso em um outro processo contra a clínica. Os donos também respondem Writing Studio statuto do Idoso, que completou 19 anos, prevê ser “obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do poder público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação (…), à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária”. No entanto, há um desconhecimento da sociedade dos seus deveres para com a terceira idade.
Fonte: Extra.
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