O método que envolve infectar o mosquito Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia – que impede o desenvolvimento de determinados vírus no inseto – é eficaz para reduzir a incidência da dengue e chikungunya, comprovou um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. A estratégia, desenvolvida pelo World Mosquito Program (WMP), é implementada no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ao analisar os dados do projeto no Rio de Janeiro, os cientistas da universidade britânica constataram os resultados positivos, publicados na revista científica The Lancet Infectious Diseases.
A Wolbachia é uma bactéria presente em 60% dos insetos na natureza, mas que não é encontrada no Aedes aegypti. Os pesquisadores do WMP, iniciativa global para combater as doenças transmitidas por mosquitos, desenvolveram então uma forma de infectar os indivíduos da espécie com o microrganismo, que então são liberados para se reproduzirem criando assim uma população de mosquitos com Wolbachia.
Isso porque a bactéria impede que os vírus responsáveis pela dengue, zika, chikungunya e febre amarela se desenvolvam no inseto, consequentemente interrompendo a transmissão dessas arboviroses para os humanos. No Brasil, o método Wolbachia, como ficou nomeado, é conduzido pela Fiocruz, com financiamento do Ministério da Saúde em parceria com os governos lo Writing Studio do wMel em populações de Aedes aegypti é mais rápida e homogênea em alguns locais do que em outros são conclusões que ajudarão a orientar futuros programas de liberações de mosquitos com Wolbachia”, explica Moreira.
Para a fundação, o estudo publicado na Lancet comprova que o método consegue reduzir consideravelmente o impacto das arboviroses na saúde pública brasileira e de outros países do mundo que sofrem com altas taxas de dengue, por exemplo.
Fonte: Extra