A Secretaria da Saúde de São Paulo confirmou, nesta quarta-feira (12), o registro da primeira morte por varíola do macaco no estado. O paciente, de 26 anos, era morador da capital paulista.
Conforme a pasta, ele estava internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas havia mais de dois meses e tinha “diversas comorbidades”. É o sexto óbito pela doença notificado no país — os outros ocorreram em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
Ao todo, São Paulo tem 3.861 casos confirmados da varíola do macaco (monkeypox), com redução do registro de novas infecções nas últimas semanas, informou a Secretaria de Estado da Saúde. A pasta reforçou ainda que o atual surto não tem relação com os macacos e que a prevalência na transmissão é por “contato íntimo e sexual” entre pessoas.
O governo paulista não detalhou quais eram as comorbidades do paciente. Conforme a Secretaria da Saúde, o paciente “passava por tratamento com antivirais para uso emergencial em pacientes graves”.
Os demais óbitos foram registrados no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Nos quatro primeiros casos, as vítimas eram homens e tinham comorbidades e baixa imunidade, segundo as autoridades de saúde. Ainda não há informação sobre a quinta morte, reportada no Rio.
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O Ministério da Saúde recebeu na última semana o primeiro lote de vacinas contra a varíola do macaco. A remessa, com 9.800 unidades, desembarcou no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, no dia 4. Ao todo, o Brasil comprou aproximadamente 50 mil imunizantes via fundo rotatório da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde).
Os próximos lotes devem ser entregues até o fim de 2022. Conforme orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde), inicialmente, os imunizantes serão utilizados para a realização de estudos. O objetivo é gerar “evidências sobre efetividade, imunogenicidade e segurança” da vacina contra a monkeypox e, desta forma, orientar a decisão dos gestores.
De acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (7), o país tem 8.340 casos confirmados de varíola do macaco. Outros 4.586 estão em acompanhamento. São Paulo é o estado com o maior número de casos (3.843), seguido por Rio de Janeiro (1.120) e Minas Gerais (514).
Fonte: R7

