É perfeitamente possível discordar sem ser agressivo, posicionar-se sem gritaria, incomodar-se sem ficar incomodando todo mundo, ou seja, é possível – inclusive necessário – manter a calma quando somos contrariados, quando tudo sai errado, quando trombamos com o que nos desagrada, em casa, no trabalho, na rua, na igreja.
Se nos basearmos apenas no que vemos para tirar conclusões, provavelmente nos equivocaremos em relação às pessoas, uma vez que nem sempre o que a aparência transmite corresponde à intensidade real dos sentimentos, do que acontece dentro de cada um. Como se diz, águas serenas não significam profundidade sem turbulência.
Por esse motivo é que as pessoas mais calmas às vezes são tidas como mais maleáveis, mais passíveis de serem convencidas de algo, como se elas sempre aceitassem tudo com resignação, feito ovelhas. Ledo engano, a tranquilidade no comportamento relaciona-se muito mais à maturidade do que à subserviência, porque uma das características de quem se torna adulto deve ser exatamente a capacidade de não elevar a voz, não ser agressivo, não se desequilibrar em momentos de contrariedade.
A calma significa, nesses casos, que a pessoa tem consciência de que esbravejar e ter chiliques, por meio de ofensas e gritos, são atitudes inúteis e que só depõem contra ela mesma. Ninguém precisa mostrar destempero para que percebam sua não aceitação frente a algo com o qual não concorda. Muito pelo contrário, manter o equilíbrio será vital para podermos encontrar saídas e refletir sobre as causas que contribuíram para que as coisas chegassem àquele ponto.
Portanto, não se deve confundir calma aparente com aceitação e condescendência, enquanto se rotulam as pessoas que não são explosivas como as mais fáceis de serem manipuladas e convencidas de qualquer coisa que seja, pois isso é uma inverdade. Precisamos entender que ainda existe quem tenha se tornado um adulto de fato, quem seja maduro o suficiente para enfrentar as tempestades sem alarde exagerado, sem perturbar a ordem de qualquer recinto. Em vez de nos aproveitarmos dessas pessoas, temos que aprender – e muito – com elas, pois são extremamente necessárias nos momentos de turbulência que virão.
Vamos refletir sobre isso!!!
Leandro B. Levone ()*
Professor, Administrador, CEO do Centro de Ensino Vértice Sudeste, da Conexão Consultoria, Auditoria e Treinamentos e da Academia da Gestão Pública, Mantenedor de Polos da Universidade Estácio, Mantenedor de Unidades do Damásio Educacional, Coach de Carreiras, Membro da Sociedade Brasileira de Coaching com Especialização Certificada pela Universidade de Harvard nos EUA, Membro da ABMEN – Associação Brasileira dos Mentores de Negócios, Coordenador de de MBA em Gestão Pública, Palestrante, Consultor de Negócios e Consultor Governamental, com Mestrado em Economia Empresarial pela UCAM, e Mestrado em Gestão Regional e Planejamento de Cidades pela UCAM, Mestrando em Negócios Internacionais pela Universidade do Estado da Flórida, sendo aprovado em primeiro lugar em todo o Brasil para cursar este programa de Mestrado, Pós-graduado em Gestão e Desenvolvimento Empresarial pela UFRJ, especialista – pós-graduado em Direito Público pelo IDP – Instituto Brasiliense de Direito Público, pós-graduado – MBA Executivo Internacional em Gestão de Projetos na Fundação Getúlio Vargas e pós-graduado em Teologia Internacional.
Foi Secretário Municipal de Administração do Município de Natividade de dezembro de 2005 a julho de 2010, ano em que se tornou Secretário Municipal de Administração, Fazenda e Planejamento em Natividade onde permaneceu até maio de 2015, com ampla experiência no desenvolvimento de projetos e soluções públicas e privadas, com caráter visionário relacionado ao uso e importância da inovação disruptiva, e é Professor convidado nos cursos de Pós-graduação Lato Sensu – MBA da FACC-UFRJ (Faculdade de Administração e Ciências Contábeis da Universidade Federal do Rio de Janeiro), desde 2009.

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