Nesta quinta-feira, autoridades americanas confirmaram que os cinco tripulantes a bordo do submarino Titan morreram durante a implosão do submersível. Antes mesmo de embarcar, eles assinaram contratos em que se comprometeram a assumir os riscos de possíveis incidentes. Por que bilionários estão à procura desse tipo de “turismo extremo”?
A resposta pode estar mais perto do senso comum do que se imagina. O psicólogo Scott Lyons, conhecido por atender algumas das pessoas mais ricas do mundo, explicou em entrevista ao portal DailyMail novas tecnologias abriram um novo espaço para bilionários procurarem por atividades com alta adrenalina.
“Eles procuram por coisas que os fazem sentir que estão vivos. Como já existe uma segurança em suas finanças, eles buscam adrenalina e um senso de aventura em atividades perigosas”, aponta.
Por outro lado, algumas pessoas já nascem naturalmente mais predispostas a procurar coisas arriscadas. Essa característica aliada à entrada em um mundo completamente novo e inacessível à maioria da população pode explicar os porquês das escolhas dos tripulantes bilionários em participar do projeto Titan.
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“Tenho muitos clientes bilionários. É disponibilidade, mas também é exclusividade. Isso faz você se sentir importante e especial, especialmente se houver baixa auto-estima envolvida, o que com certeza pode ser. O dinheiro não necessariamente lhe dá estima”, comenta.
Quem eram os tripulantes a bordo de submarino que implodiu?
Nessa última expedição trágica, estavam presentes: Hamish Harding, dono da Action Aviation e aventureiro, possuía três recordes no Guiness por outras viagens extremas, o empresário paquistanês Shahzada Dawood e seu filho Suleman, junto com o piloto francês veterano Paul-Henri Nargeolet. As autoridades acreditam que o CEO da OceanGate, Stockton Rush, também estava entre eles.
Quanto custou expedição em submarino?
Com o sonho de ver os destroços do Titanic, os tripulantes desembolsaram cerca de US$ 250 mil (R$ 1,19 milhão) cada. De acordo com um levantamento feito pela Grand View Search, o turismo de aventuras radicais no mundo vai se expandir de 322 bilhões de dólares, em 2022, para um trilhão em 2023.
Com informações do Jornal O GLOBO.









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