Um adolescente de 16 anos denunciou ter sofrido importunação sexual dentro de um ônibus do transporte coletivo de Belo Horizonte, quando voltava da escola, nesta quinta-feira (10). Ao perceber a situação, ele pegou o celular e registrou o fato.
O jovem disse à mãe que embarcou no ônibus da linha 32 por volta das 12h. Minutos depois, o suspeito entrou no coletivo e parou perto do adolescente, que estava sentado.
Ele contou que, um pouco mais adiante, passageiros desembarcaram e havia assentos disponíveis, mas o homem continuou de pé, assediando-o.
“Eu fiquei paralisado, não consegui fazer nada além de mandar mensagem para minha mãe e gravar. Eu estava super desconfortável e tentava arredar, mas ele continuava. Estou muito mal com isso”, disse o adolescente.
O assédio, segundo a mãe do jovem, durou 40 minutos. A Guarda Municipal e o botão de pânico não foram acionados. Apesar disso, um boletim de ocorrência vai ser registrado.
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“Meu filho chegou em casa em estado de choque, não conseguiu falar e não quis comer nada. Eu como mãe não consigo expressar o que estou sentindo depois que eu vi o vídeo que meu filho mandou”, afirmou a mãe do adolescente.
A Prefeitura de Belo Horizonte criou, em setembro de 2018, o Grupo Contra a Importunação Sexual no Transporte Público. O objetivo é incentivar as vítimas a registrar denúncias contra abusadores e diminuir a subnotificação dos crimes.
Dois meses depois da criação do Grupo Contra a Importunação, foi instalado um dispositivo nos ônibus, conhecidos como botão de assédio.
Segundo a prefeitura, o acionamento é feito pelo motorista. A empresa que monitora o sistema consulta o GPS e aciona o Centro Integrado de Operações, que envia ou uma viatura da Guarda Municipal ou da Polícia Militar para interceptar o ônibus e conduzir os envolvidos à delegacia.
De acordo com a prefeitura, a redução dos registros entre 2020 e 2021 está atrelada à pandemia de Covid-19.
Com relação ao número de acionamentos do botão do assédio ser maior que o de ocorrências registradas pela Guarda Municipal, é porque inclui os casos em que a Polícia Militar também atuou.
Com informações do g1.
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