O pastor Lucinho Barreto, membro da Igreja Batista da Lagoinha, afirmou durante um culto ter beijado a filha na boca quando ela estava “distraída”. O vídeo viralizou nas redes sociais nessa quinta-feira (2/5) e recebeu uma avalanche de críticas.
O trecho do vídeo foi retirado de um culto ministrado pelo religioso e disponibilizado no último dia 15 de abril no canal de YouTube da igreja. As imagens foram feitas dentro de um templo em Belo Horizonte (MG).
Barreto e o filho Davi falavam sobre a passagem de Gênesis 22, em que Deus pede a Abraão que dê seu filho como holocausto. Em um determinado trecho, o pastor fala da criação dos filhos.
“Peguei minha filha um dia e falei que amava ela. Falava: ‘Nossa, que mulherão. Ai se eu te pego’. Ela falava: ‘Credo, pai, você já é da mamãe’. Daí dava beijo nela. “Um dia, ela distraiu e eu dei um beijo na boca dela. Ela disse ‘Que isso, pai?’ Eu falei assim: ‘Porque quando encontrar seu namorado, vou falar: você é o segundo. Eu já beijei’”, exemplificou.
Depois, Lucinho afirma que a filha “tem uma relação muito forte” com ele. “[Ela] Me ama. Quem me ouve falar uma coisa dessa pensa besteira. Quem tem mente suja pensa coisa suja. Mas quem sabe de pureza, sabe do que estou falando aqui”. Até o momento, ele não se manifestou sobre o caso.
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Críticas a falas do pastor
Nas redes sociais, usuários começaram a destacar que a fala é problemática por incitar violência sexual e incesto.
O trecho também recebeu reações no X (antigo Twitter). “Depois vai falar para o namorado que você foi o segundo a transar com ela. O primeiro foi eu. Tudo em nome de Deus, família e pátria”, escreveu uma pessoa. “Nojento”, disseram outras.
Igreja envolvida em polêmicas
A Igreja da Lagoinha, da qual Lucinho Barreto faz parte, é a mesma do pastor André Valadão, que também já esteve envolvido em diversas políticas tanto de cunho político, mas, especialmente, contra pessoas homossexuais. O religioso chegou a dizer que era preciso “resetar” os membros da comunidade LGBTQIAPN+ e que, se Deus pudesse, “matava tudo e começava tudo de novo”.
Fonte: Metrópoles