Não é novidade para ninguém que o prefeito Nel e o vice-prefeito Jair Neto (filhos do deputado estadual Jair Bittencourt) vieram a público decretar estado de calamidade financeira na Secretaria de Saúde, prevendo uma série de cortes, incluindo benefícios salariais de servidores efetivos que não constituíssem direito adquirido. Mas, enquanto os servidores apertam o cinto, a Prefeitura parece encontrar recursos para decisões, no mínimo, curiosas.
Um cidadão teve acesso a parte interna de um galpão que supostamente teria sido alugado para guardar os “veículos da Dengue”. O detalhe? O galpão fica nas imediações da Academia Mutante, no bairro João Bedim — completamente “fora de mão” e distante dos serviços de saúde, que ficam ao redor do Hospital São José do Avaí. Porque, claro, nada mais eficiente do que deixar os veículos de combate a endemias bem longe de onde eles são necessários.
Relembre o decreto do prefeito Nel aprovado pela Câmara Municipal: Se estamos em tempos de “crise”, o que justificaria a Prefeitura abandonar o local onde os veículos sempre ficaram (de graça) e, em vez disso, supostamente alugar um galpão inacabado, com instalações precárias e sem nem o piso concluído? Um ambiente perfeito para preservar os patrimônios públicos, não acha?
“Nel diz que a dívida da Prefeitura de Itaperuna na área da saúde é de 200 milhões de reais. Decreta estado de calamidade pública financeira e pede ajuda do governo do estado e oração da população.”
Se o aluguel se confirmar, seria mais um capítulo tragicômico do desperdício do dinheiro público. Fica a pergunta: de quem seria o galpão? E quais interesses ocultos justificariam essa brilhante estratégia de logística?
Seguimos acompanhando os desdobramentos e aguardando ansiosamente por algum esclarecimento minimamente razoável da Prefeitura de Itaperuna. Mas, pelo visto, a transparência também pode estar guardada em algum galpão desconhecido.
Fonte: Flávia Pires.

Mas não era lapada que o povo queria?
Não era a turma da honestidade do Jair que o povo queria
Então toma, aprender a votar nada né