Seis meses depois da posse da maioria dos prefeitos eleitos no Brasil, Natividade finalmente oficializou o mandato de seu verdadeiro vencedor nas urnas: Marcos Antônio Toledo, o Taninho (União Brasil), foi diplomado prefeito do município na tarde desta terça-feira, 3 de junho.
A diplomação ocorre após uma intensa disputa jurídica. Taninho venceu as eleições de 2024 com 47,09% dos votos (4.612 votos), superando seus principais adversários: Murillo Junior (PP), que obteve 39,09% (3.828 votos); Afrânio Mendonça (PDT), com 8,11% (794 votos); e Professor Roberto Filho (PSOL), que recebeu 5,71% (559 votos).
Apesar da vitória, Taninho teve sua candidatura inicialmente indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), por conta de uma condenação por improbidade administrativa relacionada a gestões anteriores. A situação gerou incertezas e adiou sua posse por meses.
Durante o período de indefinição, o comando da prefeitura ficou sob responsabilidade do então presidente da Câmara Municipal, vereador Fabrício Lima Coutinho, o Mosquinha (União Brasil), que assumiu interinamente o Executivo. Mesmo sendo do mesmo partido, Mosquinha se afastou politicamente de Taninho ao longo dos meses.
A possibilidade de uma nova eleição chegou a ser discutida, mas o cenário começou a mudar no dia 8 de maio, quando o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, reformou sua decisão anterior e acatou um Agravo Interno de Recurso Eleitoral apresentado pela defesa de Taninho. A decisão, aliada a uma recontagem dos votos, abriu caminho para que ele fosse finalmente diplomado.
Com o novo desfecho, Taninho assume a prefeitura com o desafio de retomar projetos e dar continuidade à gestão municipal em meio a um clima político ainda sensível. Sua diplomação, embora tardia, marca o início de um novo capítulo para Natividade.
Por Gabriel Clalp
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