O descontentamento cresce entre os servidores municipais de Itaperuna (RJ). Sob a presidência de Ronaldo Camacho, o sindicato que deveria representar e defender os trabalhadores tem sido alvo de duras críticas pela falta de ação e de posicionamento diante das recentes medidas do governo municipal.
O estopim da revolta é o Decreto nº 7.659/2025, assinado pelo prefeito Emanuel Medeiros, que impõe cortes e prejuízos diretos aos servidores públicos. Enquanto a categoria esperava o reajuste de 17% prometido e já defasado, o que se viu foi o contrário: redução salarial e perda de direitos.
Em meio ao impacto financeiro e à indignação crescente, o silêncio do sindicato tem sido interpretado como omissão e conivência. Muitos servidores afirmam que, durante todo o mandato de Camacho, nenhuma mobilização efetiva foi feita em defesa da categoria nem audiências, nem protestos, nem sequer notas públicas de repúdio.
A ausência de diálogo e transparência entre o sindicato e seus filiados reforça a sensação de abandono e desvalorização.
Enquanto o governo fala em “ajuste fiscal”, quem paga a conta são os trabalhadores, que veem seus salários encolherem e seus direitos retrocederem.
Itaperuna vive, mais uma vez, um cenário onde a voz do servidor que sustenta os serviços públicos essenciais é abafada pelo silêncio de quem deveria lutar por ela.
Por Nathália Schwartz

