“Hoje venho expor minha indignação com a UPA de Itaperuna — e sei que não sou a única.
Cheguei à unidade às 19h30 com dor no peito, tosse, cansaço e dor de cabeça, acompanhada do meu pai. Ele foi atendido, fez exames e foi liberado. Enquanto isso, eu sequer tinha passado da classificação de risco.
Esperei quase 1 hora para ser chamada ao consultório. Quando fui atendida, o médico mal me avaliou e já afirmou que era “uma simples sinusite”, mesmo assim solicitou um raio-x do pulmão.
Após o exame, fiquei cerca de 45 minutos em pé na porta aguardando retorno — com duas crianças, às 21h da noite — enquanto dentro da sala o médico ria, mexia no celular e conversava normalmente.
Diante da demora, meu pai questionou o tempo de espera. Quando entrei, ouvi do médico:
“Estou internando ela, por isso a demora.”
Questionei: “40 minutos para internar alguém? E se fosse um caso grave?”
A resposta foi absurda:
“Pelo jeito a senhora está muito bem, não tem nada. Já está arrumando problema. Vou te liberar, pois está caçando confusão.”
Saí da sala sem atendimento adequado, sem respeito e sem nenhuma solução.
Diante do ocorrido, considero o atendimento desrespeitoso, negligente e incompatível com os princípios básicos de um serviço de saúde.
Fica aqui meu desabafo e minha revolta. Saúde não é favor. Respeito é o mínimo.”
