Um bebê de 2 meses morreu após sofrer agressões em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O pai foi preso nesta terça-feira (23), em Conselheiro Josino, suspeito de espancar a criança, que teve traumatismo craniano e outras lesões, segundo a polícia.
De acordo com os investigadores, os policiais receberam informações de que o homem pretendia fugir da cidade e realizaram a prisão antes que ele deixasse o município. Além do cumprimento do mandado por roubo, o homem é apontado como principal suspeito das agressões que resultaram na morte da filha.
Segundo a Polícia Civil, ele era procurado por um mandado de prisão por roubo que estava em aberto desde abril.
A Polícia Civil já solicitou à Justiça a prisão temporária dele por esse caso, mas o pedido ainda estava sendo analisado até a última atualização desta reportagem.
A investigação foi iniciada no domingo, um dia após a morte da criança no Hospital Ferreira Machado.
A mãe da bebê já prestou depoimento na delegacia.
Lesões graves
Segundo a Polícia Civil, a bebê sofreu um traumatismo craniano provocado por ação contundente, ou seja, causado por fortes pancadas na cabeça.
A criança deu entrada no Hospital Ferreira Machado na quarta-feira da semana passada com uma das pernas inchada.
Durante o atendimento, os médicos constataram uma fratura de fêmur. Com o agravamento do quadro clínico, novos exames foram realizados e identificaram também fraturas no crânio e nas costelas.
Diante da gravidade das lesões, o Conselho Tutelar foi acionado e o caso passou a ser investigado como uma possível situação de tortura.
De acordo com a polícia, as investigações apontam que as únicas pessoas que estavam com a bebê eram os pais.
Os investigadores informaram ainda que não trabalham com outra hipótese para a morte da criança além das lesões sofridas por ela.
Ainda segundo a polícia, médicos descartaram a possibilidade de queda acidental, por considerarem que os ferimentos são incompatíveis com esse tipo de ocorrência e compatíveis com espancamento.
As conclusões foram confirmadas por laudos do Instituto Médico Legal (IML).
Fonte: g1