Investigação rápida do caso da criança morreu após dar entrada em hospital com múltiplas fraturas
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte da bebê Rhaylla Beatriz, de 2 meses, em Campos, solicitando a prisão preventiva dos pais da criança. A morte violenta ocorreu no dia 20 de junho passado, após a criança dar entrada no Hospital Ferreira Machado com múltiplas fraturas, incluindo fraturas de fêmur e de costelas, além de traumatismo de crânio. Segundo as investigações comandadas pela delegada Madeleine Dykeman, a criança foi “vítima de violência física extrema”.
A Polícia Civil ouviu médicos, enfermeiros, assistentes sociais, familiares e diversas testemunhas, além dos próprios investigados. A prova técnica produzida pelo Instituto Médico Legal e pelos médicos do Hospital Ferreira Machado demonstrou que a criança foi submetida a sucessivas agressões, que culminaram em sua morte.
Ao término da investigação, a autoridade policial concluiu pela existência de elementos suficientes para o indiciamento da mãe da criança pela prática, em tese, de tortura com resultado morte, em razão da atuação direta nas agressões, e do pai, também indiciado, diante dos elementos que apontam sua responsabilidade penal na condição de garantidor, por ter ciência das agressões sofridas pela filha e deixar de adotar medidas efetivas para impedir a continuidade da violência e proteger a criança.
“A autoridade policial concluiu pela existência de elementos suficientes para o indiciamento da mãe da criança pela prática, em tese, de tortura com resultado morte, em razão da atuação direta nas agressões, e do pai, também indiciado, diante dos elementos que apontam sua responsabilidade penal na condição de garantidor, por ter ciência das agressões sofridas pela filha e deixar de adotar medidas efetivas para impedir a continuidade da violência e proteger a criança”, detalha a delegada.
Fonte: Campos 24 Horas.