Blog do Adilson Ribeiro

Rio – Sábado – 14:35 – ‘Quantas crianças mais vamos enterrar?’, diz primo de menino baleado na Av. Brasil. Assista o vídeo Abaixo:

Familiares apontam negligência no socorro a Leônidas, adolescente morto em frente a um supermercado na altura da Nova Holanda

Rio – A doçura de Leônidas é o que vai ficar para a família: a lembrança do menino amável, flamenguista fanático, torcedor da Beija-Flor e fã do desenho Naruto. Familiares do adolescente, de apenas 12 anos, que morreu na tarde de sexta-feira, após ser baleada na cabeça em frente a um supermercado na Avenida Brasil, apontam omissão de socorro do Estado. Os parentes estiveram no IML, na manhã deste sábado, para o reconhecimento do corpo.

“Quantos vamos ter que enterrar? Hoje minha tia está desamparada, com sentimento de culpa por ter deixado ele acomp Writing Studio text-align: center;”>Familiares apontam negligência no socorro a Leônidas, adolescente morto em frente a um supermercado na altura da Nova Holanda

Rio – A doçura de Leônidas é o que vai ficar para a família: a lembrança do menino amável, flamenguista fanático, torcedor da Beija-Flor e fã do desenho Naruto. Familiares do adolescente, de apenas 12 anos, que morreu na tarde de sexta-feira, após ser baleada na cabeça em frente a um supermercado na Avenida Brasil, apontam omissão de socorro do Estado. Os parentes estiveram no IML, na manhã deste sábado, para o reconhecimento do corpo.

“Quantos vamos ter que enterrar? Hoje minha tia está desamparada, com sentimento de culpa por ter deixado ele acompanhá-la no mercado”, questiona o primo Guilherme.

Leônidas foi atingido disparo quando ia ao supermercado com a avó, na Avenida Brasil, na altura da favela da Nova Holanda, na Maré, onde morava com a família. Testemunhas afirmam que criminosos em um veículo dispararam contra um segundo carro, que reagiu. Segundo a família, uma viatura da Polícia Militar que estava perto do local não prestou socorro imediato.

“A avó percebeu o que tinha acontecido e que ninguém parou para fazer o resgate. Aí, começou a quebrar tudo na Avenida Brasil, a tentar parar os carros. A polícia só ajudou depois que pessoas que estavam no local começarem a gritar ‘leva, leva’. O socorro da ambulância só veio depois de meia hora”, afirma Leonice, tia de Leônidas, criado por ela, pelo pai e pela avó, a quem chamava de mãe. “A avó está inconsolável em casa, se sentindo culpada de ter levado a criança no mercado”, conta o primo Guilherme.

Segundo nota da Polícia Militar, um motorista teria acionado uma patrulha do 22º BPM (Maré) informando que estava sendo perseguido por dois veículos. Ao passarem pela viatura, os ocupantes desses dois carros teriam disparado contra a viatura, baseada próxima ao local onde Leônidas foi atingido. Os PMs não teriam reagido aos tiros. Os veículos seguiram na pista sentido Zona Oeste.
A informação é diferente da versão apresentada por testemunhas, que apontam o confronto entre o motorista de um veículo com os ocupantes de outros dois carros. Além de Leônidas, uma mulher também foi baleada e segue sendo tratada no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB).
De acordo com a Polícia Civil, agentes da 21ª DP (Bonsucesso) realizam diligências para identificar os autores dos disparos que tiraram a vida do adolescente e balearam a mulher.
Suporte à família 

A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania (CDHC) da Alerj está prestando assistência a família de Leônidas. Uma representante da CDHC da Alerj esteve no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) ontem a noite para orientar a família em relação ao atendimento psicológico e jurídico.

Fonte: O Dia

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