Autor

Adilson Ribeiro

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Notícias em Geral · 28 de setembro de 2018 às 11:51

Eleições 2018 - Sexta-feira - 11:50 - Pesquisa XP/Ipespe: Bolsonaro tem 28%, mas perde para Haddad em 2o turno. Clique na imagem e saiba mais

Trajetória de 2o turno se inverteu e agora Haddad teria 43% contra 38% de Bolsonaro, no limite da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

São Paulo – Jair Bolsonaro (PSL) segue na liderança da corrida pres % contra 38% de Bolsonaro, no limite da margem de erro de 2,2 pontos percentuais. São Paulo – Jair Bolsonaro (PSL) segue na liderança da corrida presidencial com 28% das intenções de voto seguido por Fernando Haddad (PT) com 21%.

Os números são de uma pesquisa da XP Investimentos encomendada ao Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) e divulgada nesta sexta-feira (28).

Foram entrevistadas por telefone duas mil pessoas entre os dias 24 e 26 de setembro e a margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Em relação à pesquisa anterior, realizada entre os dias 17 e 19 de setembro e publicada há uma semana no dia 21, Bolsonaro subiu um ponto percentual e Haddad subiu quatro pontos.

Ciro Gomes (PDT) se manteve em 11%, Geraldo Alckmin (PSDB) foi de 7% para 8% e Marina Silva (Rede) caiu de 6% para 5%.

João Amoedo (Novo) tem 3% e Álvaro Dias e Henrique Meirelles tem 2% das intenções de voto cada.

Fonte: Exame

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Notícias em Geral · 28 de setembro de 2018 às 10:41

Rio de Janeiro - Sexta-feira - 10:40 - Bruxa recebe ameaças de morte após espalharem boatos de sequestros e sacrifício de crianças. Polícia vai pedir quebra de sigilo para identificar os envolvidos. Clique na imagem e saiba mais

O delegado Pablo Sartori, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), ouviu na manhã desta quinta-feira o depoimento de Alana Morgana, a bruxa de São João de Meriti que vem sendo ameaçada de morte após o envolvimento com boatos de sequestros e sacrifícios de crianças.

De acordo com Lorrama Machado, da Coordenadoria de Promoção da Liberdade Religiosa (Coplir), o delegado responsável vai pedir quebra de sigilo das operadoras de telefonia e internet para identificar os envolvidos no caso. Assim que forem descobertos, serão indiciados pelo crime de intolerância religiosa:

— Mostramos um print de um usuário do Facebook que ameaçou acabar com a vida da Alana Morgana em mensagem privada. Para ele, aquilo bastou. Mas ainda vamos reunir em DVD todos os áudios, que somam trinta, e vídeos que circulam nas redes para entregar à polícia.

A situação do grupo wiccano Tradição Athena Pronaia tomou uma estão sendo encaminhadas para Og Speler, presidente da União Wicca Brasil, que os entregará à polícia. Esta é a primeira vez que o bruxo de 43 anos se depara com um cenário tão hostil contra a religião wicca:

— Estamos acostumados a receber casos menores de intolerância contra bruxos wiccas como assédio no trabalho, expulsão de casa e abuso familiar. Desta vez há o risco real à vida de Alana e outros membros da Tradição Athena Pronaia.

Uma bruxa que não quis se identificar também recebeu ameaças de morte, desta vez, de traficantes de região onde vive. Segundo relatos, ela teria até ontem para sair de casa e retirar os símbolos da crença neo-pagã.

Além da punição dos autores de ameaças e ofensas na internet, Alana Morgana também entregará à DRCI um ofício que obriga a retirada do vídeo gravado na madrugada do dia 13 de agosto da internet. A página de notícias online "É Notícia São João", uma das responsáveis por espalhar o boato, se recusou a apagar a publicação, porém se retratou compartilhando a matéria publicada pelo EXTRA na última terça-feira.

As notícias falsas começaram após o registro dos bruxos wiccas, gravado sem autorização, se espalhar na por páginas de Facebook e grupos do WhatsApp. As imagens mostram Alana e outros doze seguidores da "bruxaria moderna", como é conhecida a wicca, oferecendo queijo, frutas e leite à deusa Hécate. Eles também vestidos com capas pretas e repetindo a frase "Salve Hécate!" em grego.

Fonte: Extra

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Notícias em Geral · 28 de setembro de 2018 às 09:41

Rio de Janeiro - Sexta-feira - 09:40 - Mulher é baleada na frente da filha durante tentativa de assalto. Clique na imagem e saiba mais

Uma mulher foi baleada por criminosos durante uma tentativa de assalto em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, na noite desta quinta-feira. A ação aconteceu na Rua Comendador Siqueira. De acordo com a Polícia Militar, Dwuala Fontoura Costa, de 38 anos, foi atingida na altura de um dos ombros. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada para o Hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste. ubens Costa, ela tinha ido buscar a filha na escola e depois foi distribuir doces de São Cosme e Damião, que é, de acordo com ele, uma tradição na família.

Ela parou na Rua Comendador Siqueira, e virou em direção ao banco de trás do carro para perguntar à minha neta quantos pacotes de doce faltavam e se ela preferia levar para a escola dela no dia seguinte. Quando minha filha se virou, foi baleada. O vidro do carro, que tem insufilme, estava fechado. Ela sentiu uma dor forte, abriu o vidro e começou a gritar "socorro, levei um tiro", mas ninguém parou para ajudá-la, até o momento que veio uma senhora, que mora em frente ao local, e percebeu a situação. Ela levou minha neta para a casa dela, para afastá-la da confusão. Ao retornar para o carro, chamou a polícia — relatou Rubens.

Rubens disse que a filha levou um tiro nas costas, e a bala está alojada entre os seios dela. Dwuala, segundo o pai, será transferida para o hospital particular Barra D'Or, na Barra da Tijuca. A vítima está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Nesta sexta-feira, ela deve passar por uma cirurgia para a retirada do projétil do corpo.

Uma moradora disse que Dwala gritou de dor após ser baleada:

— O tiro quebrou o vidro do carro e acertou o braço da moça. Ela só gritava "ai, meu braço". Em alguns momentos, quase apagava, mas falávamos para ela respirar fundo — disse a testemunha.

Fonte: Extra

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Notícias em Geral · 28 de setembro de 2018 às 09:18

BRASIL - Sexta-feira - 09:20 - Brasileiro que catava latinhas pra estudar vai estudar em Harvard. Clique na imagem e saiba mais

Um ex-catador de latinhas, que vendia material reciclável para comprar apostilas, agora vai estudar na Universidade de Harvard, nos EUA, uma das mais importantes do mundo.

Filho de faxineira, Ciswal Santos, de 31 anos, é de Juazeiro do Norte, no Ceará.

Hoje ele é professor da computação e foi selecionado para desenvolver um projeto que pode ajudar milhares de pessoas de sua cidade: gerar energia solar de forma sustentável com um aparelho que custa pouco mais de um salário mínimo.

História

Ciswal Santos trabalhava num supermercado e catava latinhas depois das aulas.

Ele ingressou na faculdade aos 16 anos e teve que “se virar” para manter os estudos.

“Sou filho de uma faxineira; minha mãe, Valdenora, sempre trabalhou para nos dar comida. Só que precisava de dinheiro para comprar materiais, farda e xerox de apostilas. Não tinha como comprar livros. Comecei a trabalhar em um mercantil ganhando R$ 20 por semana, porém às vezes nem recebia, pois levava comida do mercantil para casa e era descontado”, lembra o professor.

“Me formei graças às latinhas. Como o dinheiro era pouco, vi no lixo a oportunidade de suprir minha necessidade e minha vontade de estudar. Quando eu saía da faculdade à noite, andava trong>História

Ciswal Santos trabalhava num supermercado e catava latinhas depois das aulas.

Ele ingressou na faculdade aos 16 anos e teve que “se virar” para manter os estudos.

“Sou filho de uma faxineira; minha mãe, Valdenora, sempre trabalhou para nos dar comida. Só que precisava de dinheiro para comprar materiais, farda e xerox de apostilas. Não tinha como comprar livros. Comecei a trabalhar em um mercantil ganhando R$ 20 por semana, porém às vezes nem recebia, pois levava comida do mercantil para casa e era descontado”, lembra o professor.

“Me formei graças às latinhas. Como o dinheiro era pouco, vi no lixo a oportunidade de suprir minha necessidade e minha vontade de estudar. Quando eu saía da faculdade à noite, andava pelos bares de Juazeiro do Norte catando latinhas de cerveja para vender no quilo, isso eu ainda fardado”, lembra o professor.

No momento em que ele chegou perto de desistir, Ciswal conta que recebeu apoio do proprietário do bar onde ele catava as latas.

“Me senti um nada e chorei. Contei a ele [o proprietário do comércio] o motivo. Ele colocou a mão no meu ombro e disse que eu não precisava me envergonhar e que eu não fosse mais lá tão tarde e usasse esse tempo para estudar mais, que ele guardaria essas latinhas para eu pegar pela manhã”, lembra o professor.

“Assim eu me formei, graças a esse anjo e às latinhas de cervejas que peguei no lixo”, completa.

O projeto

O professor elaborou um projeto para desenvolver um equipamento que reduz em 70% o consumo de energia de uma residência de uma família de classe média, com quatro pessoas.

A ferramenta é orçada atualmente em cerca de R$ 2,2 mil.

“Ainda não é o preço que eu quero. Já tive contato com pessoas que desenvolvem tecnologia asiática – que está bem a nossa frente – e podemos fazer uso dessa tecnologia para reduzir o custo do equipamento para R$ 1,2 mil, mas o objetivo final é baratear para um salário mínimo, para que qualquer trabalhador possa comprar.”

Nessa fase do projeto, explica Ciswal, ele não pode receber nenhum apoio privado para criar a máquina de energia solar.

“Pela política da Universidade de Harvard, ainda não pode receber valor de empresa privada, é contra os valores deles.”

Em Harvard

Ele vai receber aulas on-line de professores de Harvard por 18 meses, podendo prorrogar o período letivo por mais 18 meses, e a partir daí angariar recursos públicos e privados para criar o equipamento de energia solar sustentável.

“É um projeto que supre energia para iluminação e muitos equipamentos. Ele só não sustenta motores mais potentes, como os de geladeira e máquina de lavar”, explica o autor da ideia.

Superação

Além de lecionar, Ciswal Santos é tricampeão de judô – atividade que pratica desde a adolescência – e campeão nordestino de xadrez.

Ele concilia a profissão de professor com o cargo de gerente de manutenção em uma empresa na cidade em que vive.

Com todas as atividades, ele ainda conseguiu tempo para escrever o livro “Pensamento que Fazem Crescer”.

“Nunca use pretexto que você não teve oportunidade de estudar na vida, pois para tudo sempre há um jeito. Talvez você chore, sofra, mas é possível ser um vencedor”, finaliza.

Fonte: Só Notícia Boa

Notícias em Geral · 28 de setembro de 2018 às 08:34

Eleições 2018 - Sexta-feira - 08:35 - Revista VEJA revela que ex-mulher de Bolsonaro o acusou de furtar um cofre, ocultar patrimônio, receber pagamentos não declarados e agir com “desmedida agressividade”. Clique na imagem e saiba mais

Em 2007, o deputado Jair Bolsonaro (PSL), então com 52 anos, estava terminando seu segundo casamento, com Ana Cristina Siqueira Valle. Depois de mais de 10 anos juntos e um filho, o casal resolveu se separar, mas o caso foi para a Justiça. Eles disputavam a guarda do menino, hoje com 20 anos, e Ana Cristina alegava que seu ex-marido resistia em fazer uma partilha justa dos bens. Por isso, em abril de 2008, ela deu entrada com uma ação na 1ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. As informações estão na edição do fim de semana da revista Veja.

Segundo a reportagem, que teve parte divulgada no site da revista na noite dessa quinta-feira (28/9), o processo, com mais de 500 páginas, contém uma série de incriminações mútuas do universo privado do ex-casal. Há, no entanto, acusações de Ana Cristina ao ex-marido que entram na esfera do interesse público porque contradizem a imagem que Bolsonaro construiu sobre si mesmo na campanha presidencial, de acordo com a Veja. São elas:

– Bolsonaro ocultou patrimônio pessoal da Justiça Eleitoral em 2006. Quando foi candidato a deputado federal, declarou que tinha um terreno, uma sala comercial, três carros e duas aplicações financeiras, que somavam, na época, R$ 433.934. Sua ex-mulher, no mesmo processo, anexou uma relação de bens e a declaração do imposto de renda do ex-marido, mostrando que seu patrimônio incluía também três casas, um apartamento, uma sala comercial e cinco lotes. Os bens do casal, em valores de hoje, somariam cerca de R$ 7,8 milhões.

– Bolsonaro tinha uma “próspera condição financeira” quando era casado com Ana Cristina, segundo ela. A renda mensal do deputado chegava a R$ 100.000 — cerca de R$ 183.000, em valores atualizados. Na época, oficialmente, Bolsonaro recebia R$ 26.700 como deputado e R$ 8.600 como militar da reserva. Para chegar aos R$ 100.000, diz a ex-mulher, Bolsonaro recebia “outros proventos”, que ela não identifica.

– Bolsonaro, de acordo com Ana Cristina, furtou seu cofre numa agência do Banco do Brasil, em outubro de 2007, e levou todo o conteúdo: joias avaliadas em R$ 600.000, 30.000 dólares em espécie e mais R$ 200.000 em dinheiro vivo — totalizando, em valores de hoje, cerca de R$ 1,6 milhão. O cofre ficava na agência do Banco do Brasil da Rua Senador Dantas, no centro do Rio, de acordo com a revista. Seu conteúdo é incompatível com a renda conhecida do então casal.

– Bolsonaro era um marido de “comportamento explosivo” e de “desmedida agressividade”. Essa foi a razão que levou Ana Cristina a se separar, segundo ela mesma informa.

– Bolsonaro e Ana Cristina se separaram oficialmente em 2008, depois de 10 anos juntos. Com o passar do tempo, os dois voltaram a se entender e selaram um armistício que dura até hoje, tanto que Ana Cristina, candidata a deputada federal pelo Podemos do Rio de Janeiro, usa o sobrenome do presidenciável e se apresenta aos eleitores como Cristina Bolsonaro, sobrenome que jamais teve.

Agora, ela diz que as acusações que fez contra o ex-marido são fruto de excessos retóricos. A Veja destaca não ser incomum que, em separações litigiosas, marido e mulher troquem acusações infundadas, destinadas a magoar ou tentar extrair alguma vantagem.

Furto do cofre
De acordo com a reportagem, contudo, uma consulta ao processo e suas adjacências mostra que Ana Cristina não estava mentindo. O furto do cofre, por exemplo, realmente ocorreu. Em 26 de outubro de 2007, ela esteve na agência do Banco do Brasil e, misteriosamente, sua chave não abriu o cofre.

Chamado ao local, um chaveiro destravou o equipamento, e Ana Cristina constatou que estava vazio, relata a matéria. “Isso só pode ter sido coisa do meu ex-marido”, teria dito a mulher aos funcionários do banco. Um deles tentou acalmá-la, sem sucesso. “Ele pode tudo e vocês têm medo dele”, respondeu ela. No mesmo dia, Ana Cristina registrou um boletim de ocorrência sobre o furto na 5ª Delegacia da Polícia Civil.

A revista Veja teve acesso ao inquérito policial. Em depoimento, Alberto Carraz, um dos gerentes do Banco do Brasil, confirmou que tanto Ana Cristina quanto Bolsonaro mantinham cofres na agência. No caso do deputado, não se sabe o que ele guardava. E ele também nunca declarou a propriedade do cofre.

A ex-mu­lher disse que guardava joias avaliadas em R$ 600.000, mais 30.000 dólares em espécie e R$ 200.000 em dinheiro vivo. Alberto Carraz contou à Veja que, de fato, o conteúdo do cofre sumiu e dá uma pista do que pode ter sido o desfecho da história: “Quando Bolsonaro soube que a ex-mu­lher tinha feito um registro de ocorrência na delegacia, ele me disse que iria resolver a questão. Depois, eu soube por ele que estava tudo resolvido e que ela tinha retirado a queixa”.

De acordo com a Veja, os fatos não foram bem assim. A discussão sobre o furto do cofre teria continuado, segundo mostra o processo. A defesa de Bolsonaro, na etapa em que o ex-casal discutia a guarda do filho, juntou um depoimento no qual o deputado acusava a mulher de chantageá-lo. Dizia que ela tinha levado o filho para o exterior e condicionava o retorno da criança à devolução do dinheiro e das joias subtraídos do cofre.

Bolsonaro acusou a mulher de sequestro. Ela acusou-o de furto. Na época, além de procurar a Polícia Federal, Bolsonaro pediu ajuda ao Itamaraty para localizar o filho no exterior. Ana Cristina e a criança estavam em Oslo, na Noruega.

Ameaça de morte
Na semana passada, o jornal Folha de S.Paulo divulgou telegramas do Itamaraty nos quais Ana Cristina, em conversa com um vice-cônsul brasileiro em Oslo, dizia que fora para a Noruega depois de ser ameaçada de morte pelo ex-mari­do.
Ela negou que tenha dito isso ao vice-cônsul, mas o jornal ouviu cinco amigas brasileiras de Ana Cristina em Oslo e todas a desmentiram e confirmaram que a ameaça de morte fora o motivo de sua viagem para a Europa.

“O fato é que, quando o depoimento de Bolsonaro acusando Ana Cristina de sequestro foi anexado ao processo, o ex-casal chegou imediatamente a um acordo”, d segundo casamento, com Ana Cristina Siqueira Valle. Depois de mais de 10 anos juntos e um filho, o casal resolveu se separar, mas o caso foi para a Justiça. Eles disputavam a guarda do menino, hoje com 20 anos, e Ana Cristina alegava que seu ex-marido resistia em fazer uma partilha justa dos bens. Por isso, em abril de 2008, ela deu entrada com uma ação na 1ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. As informações estão na edição do fim de semana da revista Veja.

Segundo a reportagem, que teve parte divulgada no site da revista na noite dessa quinta-feira (28/9), o processo, com mais de 500 páginas, contém uma série de incriminações mútuas do universo privado do ex-casal. Há, no entanto, acusações de Ana Cristina ao ex-marido que entram na esfera do interesse público porque contradizem a imagem que Bolsonaro construiu sobre si mesmo na campanha presidencial, de acordo com a Veja. São elas:

– Bolsonaro ocultou patrimônio pessoal da Justiça Eleitoral em 2006. Quando foi candidato a deputado federal, declarou que tinha um terreno, uma sala comercial, três carros e duas aplicações financeiras, que somavam, na época, R$ 433.934. Sua ex-mulher, no mesmo processo, anexou uma relação de bens e a declaração do imposto de renda do ex-marido, mostrando que seu patrimônio incluía também três casas, um apartamento, uma sala comercial e cinco lotes. Os bens do casal, em valores de hoje, somariam cerca de R$ 7,8 milhões.

– Bolsonaro tinha uma “próspera condição financeira” quando era casado com Ana Cristina, segundo ela. A renda mensal do deputado chegava a R$ 100.000 — cerca de R$ 183.000, em valores atualizados. Na época, oficialmente, Bolsonaro recebia R$ 26.700 como deputado e R$ 8.600 como militar da reserva. Para chegar aos R$ 100.000, diz a ex-mulher, Bolsonaro recebia “outros proventos”, que ela não identifica.

– Bolsonaro, de acordo com Ana Cristina, furtou seu cofre numa agência do Banco do Brasil, em outubro de 2007, e levou todo o conteúdo: joias avaliadas em R$ 600.000, 30.000 dólares em espécie e mais R$ 200.000 em dinheiro vivo — totalizando, em valores de hoje, cerca de R$ 1,6 milhão. O cofre ficava na agência do Banco do Brasil da Rua Senador Dantas, no centro do Rio, de acordo com a revista. Seu conteúdo é incompatível com a renda conhecida do então casal.

– Bolsonaro era um marido de “comportamento explosivo” e de “desmedida agressividade”. Essa foi a razão que levou Ana Cristina a se separar, segundo ela mesma informa.

– Bolsonaro e Ana Cristina se separaram oficialmente em 2008, depois de 10 anos juntos. Com o passar do tempo, os dois voltaram a se entender e selaram um armistício que dura até hoje, tanto que Ana Cristina, candidata a deputada federal pelo Podemos do Rio de Janeiro, usa o sobrenome do presidenciável e se apresenta aos eleitores como Cristina Bolsonaro, sobrenome que jamais teve.

Agora, ela diz que as acusações que fez contra o ex-marido são fruto de excessos retóricos. A Veja destaca não ser incomum que, em separações litigiosas, marido e mulher troquem acusações infundadas, destinadas a magoar ou tentar extrair alguma vantagem.

Furto do cofre
De acordo com a reportagem, contudo, uma consulta ao processo e suas adjacências mostra que Ana Cristina não estava mentindo. O furto do cofre, por exemplo, realmente ocorreu. Em 26 de outubro de 2007, ela esteve na agência do Banco do Brasil e, misteriosamente, sua chave não abriu o cofre.

Chamado ao local, um chaveiro destravou o equipamento, e Ana Cristina constatou que estava vazio, relata a matéria. “Isso só pode ter sido coisa do meu ex-marido”, teria dito a mulher aos funcionários do banco. Um deles tentou acalmá-la, sem sucesso. “Ele pode tudo e vocês têm medo dele”, respondeu ela. No mesmo dia, Ana Cristina registrou um boletim de ocorrência sobre o furto na 5ª Delegacia da Polícia Civil.

A revista Veja teve acesso ao inquérito policial. Em depoimento, Alberto Carraz, um dos gerentes do Banco do Brasil, confirmou que tanto Ana Cristina quanto Bolsonaro mantinham cofres na agência. No caso do deputado, não se sabe o que ele guardava. E ele também nunca declarou a propriedade do cofre.

A ex-mu­lher disse que guardava joias avaliadas em R$ 600.000, mais 30.000 dólares em espécie e R$ 200.000 em dinheiro vivo. Alberto Carraz contou à Veja que, de fato, o conteúdo do cofre sumiu e dá uma pista do que pode ter sido o desfecho da história: “Quando Bolsonaro soube que a ex-mu­lher tinha feito um registro de ocorrência na delegacia, ele me disse que iria resolver a questão. Depois, eu soube por ele que estava tudo resolvido e que ela tinha retirado a queixa”.

De acordo com a Veja, os fatos não foram bem assim. A discussão sobre o furto do cofre teria continuado, segundo mostra o processo. A defesa de Bolsonaro, na etapa em que o ex-casal discutia a guarda do filho, juntou um depoimento no qual o deputado acusava a mulher de chantageá-lo. Dizia que ela tinha levado o filho para o exterior e condicionava o retorno da criança à devolução do dinheiro e das joias subtraídos do cofre.

Bolsonaro acusou a mulher de sequestro. Ela acusou-o de furto. Na época, além de procurar a Polícia Federal, Bolsonaro pediu ajuda ao Itamaraty para localizar o filho no exterior. Ana Cristina e a criança estavam em Oslo, na Noruega.

Ameaça de morte
Na semana passada, o jornal Folha de S.Paulo divulgou telegramas do Itamaraty nos quais Ana Cristina, em conversa com um vice-cônsul brasileiro em Oslo, dizia que fora para a Noruega depois de ser ameaçada de morte pelo ex-mari­do.
Ela negou que tenha dito isso ao vice-cônsul, mas o jornal ouviu cinco amigas brasileiras de Ana Cristina em Oslo e todas a desmentiram e confirmaram que a ameaça de morte fora o motivo de sua viagem para a Europa.

“O fato é que, quando o depoimento de Bolsonaro acusando Ana Cristina de sequestro foi anexado ao processo, o ex-casal chegou imediatamente a um acordo”, diz a Veja, que conclui: “O filho voltou do exterior, a disputa pelos bens foi resolvida nos termos reivindicados por Ana Cristina e o valor da pensão foi acertado. Sobre o furto do cofre, porém, nenhuma palavra”.

 

Fonte: Metrópoles.

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