Autor

Cassiane Lessa

Notícias em Geral · 27 de julho de 2025 às 12:24

Domingo - 12:24 - Morte de Vereador no ES estaria ligada a denúncias contra empresários, diz MP. Veja Abaixo

Em denúncia acolhida pela Justiça do Espírito Santo na sexta-feira (25), o Ministério Público Estadual (MPES) aponta que o assassinato do vereador Leomar Cazotti Mandato (PV), de 43 anos, ocorrido em 2024, em Governador Lindenberg, no Noroeste capixaba, foi motivado por sua atuação política. Segundo o órgão ministerial, o político havia feito uma série de denúncias sobre supostas irregularidades em contratos firmados entre a prefeitura da cidade com empresas. ⠀

O crime aconteceu no dia 30 agosto do ano passado, durante um evento político na cidade. Leomar, então candidato à reeleição pelo PV, foi assassinado a tiros enquanto fazia campanha. Com o recebimento da denúncia pela Justiça, 12 pessoas viraram rés na ação penal que investiga o caso. ⠀

O MPES sustenta que o assassinato foi cometido para ocultar supostos desvios de verbas públicas que vinham sendo divulgados pelo vereador durante seu mandato. Uma dessas denúncias feitas por Leomar chegou a ser enviada ao próprio Ministério Público e tratava sobre contratos de prestação de serviços de solda.⠀

Fonte: A Gazeta

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Notícias em Geral · 27 de julho de 2025 às 11:57

Domingo - 11:57 - Microsoft admite que 'Não Pode Garantir' a soberania de dados. Veja Abaixo

A Microsoft afirmou que "não pode garantir" a soberania de dados para seus clientes na França – e, por consequência, em toda a União Europeia – caso o governo dos EUA exija acesso a informações de clientes mantidas em seus servidores. A declaração foi feita sob juramento durante uma audiência no Senado francês.

O cerne da questão é o CLOUD Act (Clarifying Lawful Overseas Use of Data Act), uma lei federal dos Estados Unidos que concede ao governo americano a autoridade para obter dados digitais mantidos por corporações de tecnologia sediadas no país, independentemente de os dados estarem armazenados em servidores nacionais ou em solo estrangeiro. A lei obriga essas empresas, por meio de mandado ou intimação, a atenderem à solicitação.

Em 18 de junho, durante um inquérito do Senado francês sobre contratações públicas e seu papel na soberania digital europeia, Anton Carniaux, diretor de assuntos públicos e jurídicos da Microsoft França, e Pierre Lagarde, diretor técnico do setor público, foram questionados por políticos locais.

Ao ser perguntado sobre mecanismos técnicos ou legais que poderiam impedir esse acesso sob o CLOUD Act, Carniaux afirmou que a Microsoft "se comprometeu contratualmente com nossos clientes, incluindo os do setor público, a resistir a essas solicitações quando elas são infundadas."

"Implementamos um sistema muito rigoroso, iniciado durante a era Obama por meio de ações judiciais contra solicitações das autoridades, o que nos permite obter concessões do governo americano. Começamos analisando com muita precisão a validade de uma solicitação e a rejeitamos se for infundada", explicou Carniaux.

Ele acrescentou que a Microsoft solicita que o governo dos EUA redirecione o pedido diretamente ao cliente e, quando isso não é possível, a empresa só responde em "casos extremamente específicos e limitados".

No entanto, o momento crucial da audiência ocorreu quando Carniaux foi pressionado a garantir, sob juramento, que os dados de cidadãos franceses não poderiam ser transmitidos ao governo americano sem o acordo explícito do governo francês.

"Não", respondeu Carniaux. "Não posso garantir isso, mas, novamente, nunca aconteceu antes."

A admissão gerou reações imediatas. Mark Boost, CEO da Civo, uma provedora de nuvem, afirmou: "Uma única linha de testemunho acabou de confirmar que os provedores de hiperescala dos EUA não podem garantir a soberania de dados na Europa. A Microsoft admitiu abertamente o que muitos já sabiam há muito tempo."

Boost destacou que a jurisdição legal prevalece sobre a localização física dos dados. "Servidores no Reino Unido ou na UE não fazem diferença quando a jurisdição está em outro lugar."

Em resposta à crescente preocupação, a Amazon Web Services (AWS) fez questão de salientar "cinco fatos" sobre como o CLOUD Act funciona. A empresa argumenta que a legislação não concede ao governo dos EUA "acesso irrestrito ou automático aos dados armazenados na nuvem" e que, para obter dados de conteúdo, as autoridades precisam convencer um juiz federal independente da existência de uma causa provável.

Um ponto crucial levantado pela AWS é que o CLOUD Act não se aplica apenas a empresas sediadas nos EUA, mas a todos os "provedores de serviços de comunicação eletrônica ou de computação remota" que fazem negócios no país.

"Por exemplo, provedores de nuvem com sede na Europa e operações nos EUA também estão sujeitos aos requisitos da Lei", afirmou a AWS, citando o caso da francesa OVHcloud, que em sua própria página de perguntas frequentes admite que cumprirá solicitações legais das autoridades americanas, o que poderia incluir dados armazenados fora dos Estados Unidos.

Apesar das garantias técnicas e dos relatórios de transparência publicados por empresas como a Microsoft, a desconfiança em relação ao governo dos EUA persiste na Europa, alimentando um forte movimento para reduzir a dependência da tecnologia americana.

Tanto a Microsoft quanto a AWS e o Google iniciaram campanhas para assegurar aos clientes europeus que podem fornecer soberania de dados, anunciando a construção de mais datacenters no continente e a implementação de novos controles.

Contudo, conselheiros técnicos e lobistas europeus continuam a pressionar a Comissão Europeia para a criação de uma infraestrutura soberana. Dado os bilhões de dólares que os gigantes americanos transacionam na Europa, a batalha para reter esses negócios será intensa. A seu favor, eles contam com o tempo, pois a construção de uma autossuficiência digital europeia não pode ser alcançada da noite para o dia.

A Microsoft se recusou a comentar o assunto. O Google publicou uma postagem em seu blog. A AWS informou que não tinha nada a acrescentar.

Fonte: The Register

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Notícias em Geral · 27 de julho de 2025 às 11:47

Domingo - 11:46 - Senadores brasileiros vão a Washington para tentar negociar tarifa de 50% dos EUA. Veja Abaixo

Parte da comitiva de senadores brasileiros chegou hoje aos Estados Unidos para tentar abrir um canal de negociação para evitar sobre o tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump.

Por enquanto, a Casa Branca não estabeleceu um canal de diálogo direto com o governo brasileiro. Faltam apenas seis dias para que entrem em vigor as tarifas de 50% aos produtos brasileiros.

Os senadores afirmam que vão tentar abrir uma frente de diálogo com parlamentares e empresários americanos para que ajudem a pressionar a Casa Branca a reduzir ou adiar o tarifaço. São oito senadores de diversos partidos e correntes políticas:

  • Nelsinho Trad, do PSD de Mato Grosso do Sul;
  • Tereza Cristina, do PP de Mato Grosso do Sul;
  • Jaques Wagner, do PT da Bahia;
  • Marcos Pontes, do PL de São Paulo;
  • Rogério Carvalho, do PT de Sergipe;
  • Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais;
  • Fernando Farias, do MDB de Alagoas;
  • e Esperidião Amim, do PP de Santa Catarina.

Amanhã o grupo fará uma reunião preparatória. Na segunda-feira (28), os senadores vão se reunir com empresários na embaixada brasileira, em Washington, e na Câmara de Comércio dos Estados Unidos.

Na terça-feira (29), o encontro será com autoridades e pelo menos seis parlamentares americanos dos dois partidos: o Democrata e o Republicano, o mesmo de Trump. Na quarta-feira (30), os senadores brasileiros se reunirão com representantes da sociedade civil.

"O nosso objetivo é tentar mostrar para as contrapartes empresariais o impacto que isso vai ter, tanto para a economia americana quanto a economia brasileira. Passar claramente aos parlamentares americanos que a soberania do Brasil não está em negociação. Estamos indo para construir pontes e não muros, que não leva nenhum país a nenhuma melhoria de vida do seu povo e da sua economia", diz o senador Rogério Carvalho (PT).

"Nós vamos tentar sensibilizar os parlamentares americanos. A maioria deles vêm exatamente de estados que têm negócios com o Brasil e que serão prejudicados. Fazer com que esse cenário possa chegar de forma equilibrada, de forma tranquila, sensata, a aqueles que têm o poder de resolver, que é o alto escalão do governo e o próprio presidente da República", comenta Nelsinho Trad (PP).

Não há previsão para que os senadores se encontrem com representantes da Casa Branca. O presidente Donald Trump não está nos Estados Unidos, ele foi para a Escócia, em uma viagem oficial.

Trump anunciou tarifas a 26 países e à União Europeia a partir de 1° de agosto. A tarifa imposta ao Brasil é a maior delas.

No início do mês, Trump anunciou que taxaria em 50% os produtos brasileiros em uma chantagem comercial. Ele alegou que um dos motivos era a ação penal em que Jair Bolsonaro é dos réus por tentativa de golpe de Estado.

Trump está pressionando o Supremo Tribunal Federal (STF) a suspender o julgamento e já foi acusado por senadores do partido democrata de abuso de poder por tentar interferir na Justiça brasileira.

Nesta sexta-feira (25), o presidente Lula disse que o vice-presidente Geraldo Alckmin, tem tentado dialogar com o governo dos Estados Unidos, mas que vem encontrando dificuldade para poder encontrar uma interlocução direta com a Casa Branca.

Fonte: g1
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Notícias em Geral · 27 de julho de 2025 às 11:07

Domingo - 11:07 - Brasil e Itália decidem hoje o título da Liga das Nações Feminina. Veja Abaixo

O Brasil está a um passo da conquista do título inédito da Liga das Nações Feminina de Vôlei (VNL). Após amargar o vice em três edições - 2019, 2021 e 2022 -, a seleção brasileira enfrentará a Itália, atual campeã olímpica e da própria VNL, neste domingo (27), às 15h, na final do torneio, em Lodz, na Polônia. A partida terá transmissão ao vivo do sportv2 e tempo real do ge.

Em sua quarta final em sete edições, o Brasil reencontra a Itália, algoz na decisão de 2022. As donas da medalha de ouro em Paris 2024 são as favoritas ao título na Liga das Nações e arrasaram a anfitriã Polônia na semifinal. A seleção canarinho, por sua vez, travou uma batalha de cinco sets contra o Japão, dando o troco da eliminação do ano passado, em Bangkok, na Tailândia. A disputa do terceiro lugar também será neste domingo, às 11h.

Fonte: g1

Notícias em Geral · 27 de julho de 2025 às 10:57

Domingo - 10:57 - 'Atiraram nos pacientes em suas camas': os testemunhos do massacre em um hospital na Síria. Veja Abaixo

As forças governamentais sírias foram acusadas de realizar um massacre em um hospital durante os confrontos sectários que eclodiram há pouco mais de uma semana.

A BBC visitou o Hospital Nacional de Suweida, onde a equipe afirma que pacientes foram assassinados dentro dos quartos.

Aviso: a história a seguir contém descrições de violência.

O cheiro foi a primeira coisa que me impactou.

No estacionamento do principal hospital da cidade de Suweida, dezenas de cadáveres em decomposição estão alinhados em sacos plásticos brancos.

Alguns estão abertos, revelando os restos inchados e mutilados das pessoas assassinadas ali.

O asfalto sob meus pés está gorduroso e escorregadio de sangue. Sob o sol escaldante, o odor é insuportável.

"Foi um massacre", conta Wissam Massoud, neurocirurgião do hospital.

"Os soldados vieram dizendo que queriam trazer a paz, mas mataram dezenas de pacientes — dos mais jovens aos mais idosos."

No início desta semana, Massoud me enviou um vídeo que, segundo ele, foi gravado imediatamente após a incursão das forças do governo.

Nele, uma mulher mostra o interior do hospital. No chão dos quartos, há dezenas de pacientes mortos, ainda cobertos por lençóis ensanguentados.

'São monstros'

Todos aqui — médicos, enfermeiros, voluntários — dizem a mesma coisa: na semana passada, foram as tropas do governo sírio que atacaram a comunidade religiosa drusa, invadiram o hospital e cometeram os assassinatos.

Kiness Abu Motab, voluntário do hospital, disse sobre as vítimas:

"Qual foi o crime delas? O simples fato de serem uma minoria em um país que se diz democrático?"

"São criminosos. São monstros. Não confiamos neles de forma alguma", disse Osama Malak, professor de inglês da cidade, na porta do hospital.

"Atiraram na cabeça de uma criança com deficiência, de apenas 8 anos", afirmou.

"Pelo direito internacional, hospitais devem ser protegidos. Mas nos atacaram até dentro do hospital.

Entraram no hospital e começaram a atirar em todos. Dispararam contra pacientes em suas camas, enquanto dormiam."

Todas as partes envolvidas neste conflito se acusam mutuamente de cometer atrocidades.

Tanto os combatentes beduínos e drusos quanto o exército sírio foram acusados de matar civis e realizar execuções extrajudiciais.

Cidade sitiada

Ainda não há um panorama claro do que aconteceu no hospital. Algumas pessoas aqui estimam que o número de mortos ultrapassa 300, mas esse dado não pôde ser verificado.

No dia anterior, o Ministério da Defesa da Síria afirmou em um comunicado que estava ciente das denúncias de "violações chocantes" cometidas por pessoas vestidas com uniformes militares na cidade de Suweida, de maioria drusa.

E, no início desta semana, Raed Saleh, ministro sírio de Gestão de Desastres e Resposta a Emergências, me disse que todas as denúncias de atrocidades cometidas por todas as partes seriam investigadas de forma rigorosa.

O acesso à cidade de Suweida tem sido fortemente restrito, o que dificulta a coleta de provas em primeira mão.

Na prática, a cidade está sitiada, já que as forças governamentais sírias controlam quem pode entrar e sair.

Para conseguir entrar, tivemos que passar por diversos postos de controle.

Ao chegarmos, vimos lojas e prédios queimados, além de carros esmagados por tanques.

A cidade de Suweida foi claramente palco de uma dura batalha entre combatentes drusos e beduínos.

Foi nesse momento que o governo sírio interveio pela primeira vez, tentando impor um cessar-fogo.

Embora diversas aldeias drusas da província de Suweida já tenham sido reconquistadas pelas forças do governo, a cidade — onde vivem mais de 70 mil pessoas — segue sob controle total dos drusos.

Antes de sairmos do hospital, encontramos Hala al-Khatib, de 8 anos, sentada em um banco com a tia.

A menina está com o rosto ensanguentado e enfaixado. Parece ter perdido um dos olhos.

Ela nos conta que homens armados invadiram a casa e atiraram nela enquanto ela se escondia dentro de um armário.

Hala ainda não sabe, mas seus pais estão mortos.

Fonte: g1

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