Prefeitura de Itaperuna e Governo do Estado discutem ações sociais para proteger população mais vulnerável
Na segunda-feira, 12 de agosto, Itaperuna sediou uma reunião importante que busca se antecipar em relação às calamidades públicas que costumam tirar o sono de moradores de todo o estado.
A Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Habitação da Prefeitura de Itaperuna promoveu um amplo debate junto a membros da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Governo do Rio e as secretarias de todas as cidades do Noroeste Fluminense no objetivo de buscar soluções para se anteciparem às calamidades públicas e de emergência cujo trabalho fica sob a responsabilidade da Superintendência de Proteção Social Especial. Como resultado eficaz ficou definido de imediato alinhar e estipular o formulário de atuação da política pública de assistência para garantir os direitos da população que sofre os efeitos imediatos das calamidades.
O encontro aconteceu na sede da UniRedentor. Segundo Michelle Sales, Secretária de Assistência Social, Trabalho e Habitação da Prefeitura de Itaperuna, essa é um ação de suma importância para o município. “Vamos atuar com força nesse aspecto. Não podemos esperar que as calamidades nos peguem de surpresa e atinjam diretamente nossos moradores mais vulneráveis. É preciso pensar e agir para se antecipar aos fatos e estamos hoje aqui justamente fazendo isso” garantiu a Secretária.
-Da Redação do Blog do Adilso Blog do Adilson Ribeiro com fotos e informações enviadas
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Um homem de 23 anos foi preso por estuprar e engravidar a irmã de apenas " target="_blank" rel="noopener noreferrer">
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Um homem de 23 anos foi preso por estuprar e engravidar a irmã de apenas 13 anos na zona rural de Piracuruca, no Piauí.
Segundo investigações da polícia, o inquérito, instaurado em 2017, só foi concluído agora, mas foi aberto após a gravidez da menina ser descoberta na escola.
A menina passou por um aborto, permitido por lei, e confessou que o irmão mais velho abusava sexualmente dela desde os nove anos de idade. Ela disse, ainda, que o irmão do meio, na época com 14 anos, também cometia os abusos dentro de casa.O rapaz de 23 anos foi indiciado por estupro de vulnerável. O menino de 14 não foi indiciado por ter idade semelhante à da irmã.
Estreia no dia 23, no Teatro Opus, o musical que resgata Chaves, Quico, Chiquinha, Seu Madruga e outros populares personagens da série mexicana.
O desafio era grande: como transpor para o palco do teatro os personagens e a vila de um dos mais icônicos seriados de TV sem se parecer como uma simples cópia? Foi a primeira prova enfrentada pelo diretor Zé Henrique de Paula, quando convidado para dirigir um musical inspirado na série mexicana Chaves. “Percebemos que não poderia ser uma simples transposição, pois, se a TV oferece o close, o teatro ocupa mais o olhar do espectador”, conta o encenador que, depois de um trabalho que consumiu mais de dois meses, agora dá os retoques finais em Chaves – Um Tributo Musical, que estreia no dia 23, no Teatro Opus.
Trata-se de um texto original de Fernanda Maia, que também assina a direção musical. A trama é engenhosa: o Céu dos Palhaços é um local especial, que só recebe figuras dignas dessa função. A seleção é feita por um grupo, que logo recebe um postulante especial: o mexicano Roberto Gómez Bolaños (1929-2014), um dos ícones do humor e entretenimento de seu país, criador da série El Chavo del Ocho, conhecido no Brasil como Chaves. Entre 1971 e 1980, foram exibidos 290 episódios, que logo alcançaram sucesso mundial. Aqui, o seriado é exibido há 35 anos pelo SBT.
A história acompanha a rotina de uma vila mexicana onde os moradores locais se relacionam, tendo Chaves (Mateus Ribeiro), garoto órfão de 8 anos, como ponto central: ele tem como amigos Quico (Diego Velloso) e Chiquinha (Carol Costa) e, às vezes, enfrenta problemas com adultos, como Seu Madruga (André Pottes), Dona Florinda (Maria Clara Manesco), Dona Clotilde (Andrezza Massei), Professor Girafales (Patrick Amstalden) e Seu Barriga (Ettore Verissimo), por suas travessuras.
“São personagens muito icônicos, ou seja, os fãs têm uma relação muito passional com a série”, conta Fernanda, que assistiu a todos os episódios antes de planejar o musical. “É uma estrutura muito simples: uma sucessão de gags, com todos os personagens repetindo sempre os seus bordões. Isso mostra uma engenhosidade no roteiro.” Segundo ela, outro trunfo promovido pela linguagem simples é a falta de temor de se colocar os personagens em situações falíveis, o que gera uma grande possibilidade de momentos.
Elenco de ‘Chaves – Um Tributo Musical’, que estreia dia 23 Foto: Rafel Beck
Para expandir o território da Vila e acrescentar novas figuras ao roteiro (a começar por Bolaños, vivido por Fabiano Augusto), Fernanda e Zé Henrique apostaram na figura do palhaço. “Como foi um, Bolaños soube colocar características específicas em seus personagens, como a disponibilidade tanto para o novo como para não julgar os atos dos outros”, comenta o encenador que, por causa disso, iniciou o trabalho de forma inusitada: em vez de receber o texto no primeiro dia de ensaios, o elenco foi convidado a improvisar.
“Cada um passou a testar características que julgava necessárias para seu papel”, conta Mateus Ribeiro, ator conhecido pela energia com que atua, mas, aqui, revela um surpreendente comedimento. O mais difícil, segundo ele, foi a voz. “A de Chaves é emblemática, que combina com seu tipo físico e trejeitos.” Aos fãs, uma garantia: frases como “sem querer querendo” não faltam.
Reproduzir a voz de Chaves foi um dos desafios do musical Foto: Rafael Beck
“Foi um desafio”, reconhece Andrezza Massei, também com uma brilhante trajetória no musical. “Fiz um curso de palhaço, mas pouco usei na minha carreira.” A experiência, na verdade, contagiou o grupo. Como Milton Filho, que vive Benjamin, responsável pela entrada de novatos no Céu de Palhaços. “É uma homenagem a Benjamin de Oliveira (1870-1954), o primeiro palhaço negro do Brasil”, orgulha-se ele.
Também a coreografia nasceu a partir da improvisação do elenco. “A partir do momento em que surgiram os palhaços e os personagens do Chaves, meu trabalho foi o de contar a história a partir da fisicalidade; então, algumas cenas são mais infantis, adultas, poéticas, caricatas, cômicas”, observa o coreógrafo Gabriel Malo. “E os personagens da TV também ajudaram, pois são muito expressivos.” Nesse exercício de imaginação, uma cena se destaque pelo lirismo: quando Bolaños se encontra com Chaves. “Ali, a arte da imaginação se revela”, comenta Fernanda.
Cenas clássicas da série mexicana são repetidas no palco Foto: Rafael Beck
Chaves - Um Tributo Musical
Teatro Opus. Shopping Villa-Lobos. Av. das Nações Unidas, 4777. 6ª, 21h. Sáb., 16h e 20h. Dom., 15h
e 19h. R$ 75 / R$ 120. Estreia 23/8. Até 13/10
'A montagem deveria ser exportada'
Heriberto Lopez de Anda, diretor do Grupo Chespirito
O que o senhor achou da montagem brasileira?
Estou acostumado a acompanhar ensaios de produções inspiradas no Chaves – e sempre faço reparos, como a quantidade exata de sardas de Chaves. Aqui, fiquei quieto, pois nada me pareceu errado, pelo contrário: fiquei impressionado com o preciosismo no cuidado com os detalhes.
O senhor chegou a chorar no final do ensaio, não?
Sim, é verdade. O que mais me surpreendeu foi o fato de a montagem não se preocupar apenas em reproduzir os personagens do Chaves, mas fazer uma homenagem a Roberto (Bolaños). Dando-lhe um lugar no céu de palhaços. Ele gostaria disso. E os atores não imitam, mas utilizam elementos dos personagens para acrescentar algo. Essa montagem deveria ser exportada para outros países.
Exposição oferece panorama da vida e obra de Bolaños
O hall do Teatro Opus vai abrigar uma exposição sobre a vida e a obra de Roberto Gómez Bolaños, durante a temporada de Chaves – Um Tributo Musical. São reproduções, fotografias e objetos do acervo pessoal do artista, capazes de oferecer ao público uma imersão em sua principal criação. “Roberto era um homem muito zeloso de sua produção, cuidadoso mesmo”, atesta Heriberto Lopez de Anda, diretor do Grupo Chespirito e que auxiliou Bolaño na direção cênica da série durante 13 anos.
Com tanto tempo de convivência, Heriberto descobriu detalhes sobre a forma de trabalho de Bolaños – como a concentração. “Mesmo com estúdio tomado de barulho, Roberto parecia que não enfrenta problemas com adultos, como Seu Madruga (André Pottes), Dona Florinda (Maria Clara Manesco), Dona Clotilde (Andrezza Massei), Professor Girafales (Patrick Amstalden) e Seu Barriga (Ettore Verissimo), por suas travessuras.
“São personagens muito icônicos, ou seja, os fãs têm uma relação muito passional com a série”, conta Fernanda, que assistiu a todos os episódios antes de planejar o musical. “É uma estrutura muito simples: uma sucessão de gags, com todos os personagens repetindo sempre os seus bordões. Isso mostra uma engenhosidade no roteiro.” Segundo ela, outro trunfo promovido pela linguagem simples é a falta de temor de se colocar os personagens em situações falíveis, o que gera uma grande possibilidade de momentos.
Elenco de ‘Chaves – Um Tributo Musical’, que estreia dia 23 Foto: Rafel Beck
Para expandir o território da Vila e acrescentar novas figuras ao roteiro (a começar por Bolaños, vivido por Fabiano Augusto), Fernanda e Zé Henrique apostaram na figura do palhaço. “Como foi um, Bolaños soube colocar características específicas em seus personagens, como a disponibilidade tanto para o novo como para não julgar os atos dos outros”, comenta o encenador que, por causa disso, iniciou o trabalho de forma inusitada: em vez de receber o texto no primeiro dia de ensaios, o elenco foi convidado a improvisar.
“Cada um passou a testar características que julgava necessárias para seu papel”, conta Mateus Ribeiro, ator conhecido pela energia com que atua, mas, aqui, revela um surpreendente comedimento. O mais difícil, segundo ele, foi a voz. “A de Chaves é emblemática, que combina com seu tipo físico e trejeitos.” Aos fãs, uma garantia: frases como “sem querer querendo” não faltam.
Reproduzir a voz de Chaves foi um dos desafios do musical Foto: Rafael Beck
“Foi um desafio”, reconhece Andrezza Massei, também com uma brilhante trajetória no musical. “Fiz um curso de palhaço, mas pouco usei na minha carreira.” A experiência, na verdade, contagiou o grupo. Como Milton Filho, que vive Benjamin, responsável pela entrada de novatos no Céu de Palhaços. “É uma homenagem a Benjamin de Oliveira (1870-1954), o primeiro palhaço negro do Brasil”, orgulha-se ele.
Também a coreografia nasceu a partir da improvisação do elenco. “A partir do momento em que surgiram os palhaços e os personagens do Chaves, meu trabalho foi o de contar a história a partir da fisicalidade; então, algumas cenas são mais infantis, adultas, poéticas, caricatas, cômicas”, observa o coreógrafo Gabriel Malo. “E os personagens da TV também ajudaram, pois são muito expressivos.” Nesse exercício de imaginação, uma cena se destaque pelo lirismo: quando Bolaños se encontra com Chaves. “Ali, a arte da imaginação se revela”, comenta Fernanda.
Cenas clássicas da série mexicana são repetidas no palco Foto: Rafael Beck
Chaves - Um Tributo Musical
Teatro Opus. Shopping Villa-Lobos. Av. das Nações Unidas, 4777. 6ª, 21h. Sáb., 16h e 20h. Dom., 15h
e 19h. R$ 75 / R$ 120. Estreia 23/8. Até 13/10
'A montagem deveria ser exportada'
Heriberto Lopez de Anda, diretor do Grupo Chespirito
O que o senhor achou da montagem brasileira?
Estou acostumado a acompanhar ensaios de produções inspiradas no Chaves – e sempre faço reparos, como a quantidade exata de sardas de Chaves. Aqui, fiquei quieto, pois nada me pareceu errado, pelo contrário: fiquei impressionado com o preciosismo no cuidado com os detalhes.
O senhor chegou a chorar no final do ensaio, não?
Sim, é verdade. O que mais me surpreendeu foi o fato de a montagem não se preocupar apenas em reproduzir os personagens do Chaves, mas fazer uma homenagem a Roberto (Bolaños). Dando-lhe um lugar no céu de palhaços. Ele gostaria disso. E os atores não imitam, mas utilizam elementos dos personagens para acrescentar algo. Essa montagem deveria ser exportada para outros países.
Exposição oferece panorama da vida e obra de Bolaños
O hall do Teatro Opus vai abrigar uma exposição sobre a vida e a obra de Roberto Gómez Bolaños, durante a temporada de Chaves – Um Tributo Musical. São reproduções, fotografias e objetos do acervo pessoal do artista, capazes de oferecer ao público uma imersão em sua principal criação. “Roberto era um homem muito zeloso de sua produção, cuidadoso mesmo”, atesta Heriberto Lopez de Anda, diretor do Grupo Chespirito e que auxiliou Bolaño na direção cênica da série durante 13 anos.
Com tanto tempo de convivência, Heriberto descobriu detalhes sobre a forma de trabalho de Bolaños – como a concentração. “Mesmo com estúdio tomado de barulho, Roberto parecia que não estava ali, tão concentrado que estava. O pior é que ele se esquecia que segurava uma xícara de café e, ao mexer com a mão, acabava me dando um banho. Isso aconteceu várias vezes, até eu descobrir o melhor lugar para me posicionar, longe do alcance da xícara”, diverte-se.
Chespirito, que inspira o nome do grupo detentor dos direitos, é um apelido carinhoso dado a Roberto Goméz Bolaños, o criador mexicano e intérprete dos personagens Chaves e Chapolin. Nascido espontaneamente e logo adotado por familiares e amigos, o apelido é um tanto exagerado pois significa “pequeno Shakespeare”, uma vez que Bolaños é conhecido como um gênio no seu país.
Longe dos cinco filhos – quatro meninas, de 19, 16, 15 e 13 anos, e um menino, de 11 anos –, Cristiane Michelle Acipreste dos Santos, de 38 anos, divide seus dias entre a saudade de casa e as reflexões sobre os erros que cometeu.Ela conta que lembra todos os dias de seu principal erro: o envolvimento com o tráfico de drogas, que a levou à prisão.
Cristiane é uma das mais de 1.300 mulheres presas hoje nas quatro cadeias femininas do Estado.
Segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), até o final de julho deste ano, 23.822 presos cumpriam pena ou aguardavam julgamento nos presídios. Desse total, 1.336 são mulheres e 22.486, homens.
Parte das internas está no Centro Prisional Feminino de Cariacica (CPFC). Entre os muros amarelos e brancos da penitenciária, localizada no bairro Bubu, 543 mulheres buscam recomeçar a vida. Elas entendem que o primeiro passo para isso é reconhecer os erros, para não repeti-los.
“Não vou falar que sou inocente, porque, se você se alimenta com o dinheiro do tráfico, você acaba tendo participação. Você pode não vender a droga, mas o dinheiro que você usa também é um dinheiro sujo. Então, acaba participando.
O juiz entendeu dessa forma e me sentenciou a 12 anos de prisão. Faz dois anos que estou aqui dentro”, disse Cristiane.
O segundo passo, de acordo com a diretora do CPFC, Graciele Sonegheti Fraga, é aproveitar as oportunidades oferecidas no presídio.
A diretora informou que, na unidade, as internas podem trabalhar no almoxarifado, na cozinha, na horta e em uma fábrica de sapatos infantis que funciona dentro do centro. Quem está no regime semiaberto ainda pode trabalhar fora da unidade. Outra possibilidade é retomar os estudos. Segundo Graciele, 90% das internas participam dos projetos.
“A gente acaba utilizando as oportunidades de trabalho e estudo para que elas usem o momento de privação para sair daqui de uma maneira diferente, com outras opções. Se a mulher chegou aqui sem qualificação profissional, ela tem a oportunidade de trabalhar e estudar. O tempo aqui não será perdido.”
(Foto: Jornal A Tribuna)
Maioria está presa por tráfico
O tráfico de drogas é o principal motivo para prisão das mulheres no Espírito Santo. É o que demonstra levantamento da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).
De acordo com os dados enviados pela secretaria à reportagem, 710 das 1.336 presas respondem a processos por tráfico.
O segundo crime que mais resulta na prisão de mulheres no Estado é o furto simples, com 162 detentas. Em terceiro lugar, está o homicídio qualificado, com 121 mulheres presas.
A diretora do Centro Prisional Feminino de Cariacica (CPFC), Graciele Sonegheti Fraga, informou que 60% das internas da unidade foram presas por causa do tráfico.
“A maioria delas nunca teve um trabalho e se envolveu com o tráfico de drogas por ver nele uma possibilidade de ascensão econômica. Muitas delas não têm qualificação profissional. A maioria não tem o ensino médio completo e muitas também chegam com o ensino fundamental incompleto.”
Segundo a diretora, no presídio, a maior parte das internas tem entre 25 a 35 anos e 254 estão presas provisoriamente, ou seja, ainda aguardam pelo julgamento de seus processos.
“O dinheiro do tráf ariacica (CPFC), Graciele Sonegheti Fraga, informou que 60% das internas da unidade foram presas por causa do tráfico.
“A maioria delas nunca teve um trabalho e se envolveu com o tráfico de drogas por ver nele uma possibilidade de ascensão econômica. Muitas delas não têm qualificação profissional. A maioria não tem o ensino médio completo e muitas também chegam com o ensino fundamental incompleto.”
Segundo a diretora, no presídio, a maior parte das internas tem entre 25 a 35 anos e 254 estão presas provisoriamente, ou seja, ainda aguardam pelo julgamento de seus processos.
“O dinheiro do tráfico vem da lágrima das pessoas” - Detenta
O cabelo longo, preto e bem cuidado fica preso em um rabo de cavalo. O sorriso no rosto de Cristiane Michelle Acipreste dos Santos, de 38 anos, ao ser apresentada à reportagem contrasta com a dor de não tem podido acompanhar o nascimento dos dois netos, o que vai se repetir com o terceiro, que está para chegar.
Ela está presa há dois anos por tráfico de drogas e tem cinco filhos – em todos os casos, engravidou do ex-marido nas visitas íntimas, quando ele estava preso por roubo a banco. “Está muito difícil ficar sem os meus filhos”, revelou.
A Tribuna – Como você acabou presa? Cristiane – Meu processo é de 2010, mas fui presa em 2017. É por tráfico de drogas. Fui presa com meu irmão. Tomei sete anos de prisão pelo tráfico e cinco anos pela associação ao tráfico.
Meu irmão escondeu droga dentro de casa. Mas, querendo ou não, usei o dinheiro do tráfico. Não vendia, mas me alimentava e me vestia com aquele dinheiro. Então acabei participando.
A Tribuna – O que já refletiu sobre esse seu envolvimento? Cristiane – O dinheiro do tráfico é um dinheiro fácil, mas é muito amaldiçoado. No Dia das Crianças, meu irmão me dava um dinheiro e meu filho comprava um brinquedo caro. Às vezes, o filho daquele viciado estava chorando porque não tinha R$ 1, já que o pai gastou todo o dinheiro. É um dinheiro que vem das lágrimas e da tristeza das pessoas.
A Tribuna – Como tem sido ficar longe dos seus filhos e netos? Cristiane – Está muito difícil ficar sem os meus filhos. Porque filhos precisam das mães.
Mas eu agradeço a Deus pela oportunidade, porque eu não tinha uma estrutura de vida. Eu não estava sendo uma mãe exemplo para os meus filhos. Eles estavam crescendo e caindo no mundo errado e eu não estava percebendo isso.