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Brasil · 05 de março de 2019 às 17:47

Terça-feira - 17:47 - Bolsonaro defende amparo a policial que cometa excesso em serviço. Clique na imagem para mais informações

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a defender, em sua conta oficial no Twitter nesta terça-feira (5/3), o chamado “excludente de ilicitude”, que possibilita tratamento diferenciado a policiais que matarem em serviço. Segundo o presidente, é “urgente” que o Congresso aprecie matérias que deem amparo para que os agentes de segurança pública “ou não” usem da letalidade para defender a população.

“Palavras minhas: é urgente que o Congresso aprecie matérias para que os agentes de segurança pública ou não, (sic) usem da letalidade para defender a população, caso precisem e estejam amparados por lei para que possamos resgatar a paz diante do terror que vivemos em todo Brasil”, disse.

O projeto de lei anticrime enviado pelo ministro Sérgio Moro ao Congresso prevê que policiais poderão ter redução ou isenção de pena quando, por exemplo, estiverem em uma situação de confronto armado, ampliando as previsões do que seria legítima defesa.

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Brasil · 05 de março de 2019 às 17:30

Terça-feira - 17:30 - Terras indígenas sofrem com invasões sob diretriz de Bolsonaro. Clique na imagem e entenda

Dez dias após Jair Bolsonaro tomar posse como presidente do Brasil, dezenas de homens entraram em terras indígenas protegidas em uma área remota da Amazônia.

Estimulados pela promessa de Bolsonaro de abrir mais territórios ao desenvolvimento comercial, os homens munidos de facões, serras elétricas e armas de fogo foram reivindicar o que veem como seu.

Logo se seguiu um impasse tenso com integrantes da tribo Uru-eu-wau-wau, que gravaram o confronto em janeiro em um vídeo de celular visto pela Reuters.

Os invasores ameaçaram atear fogo nos vilarejos para expulsá-los, disseram membros da tribo. Alguns destes deixaram setas com veneno prontas para serem usadas em seus arcos.

Os invasores recuaram, mas uma placa cravejada de balas na entrada de sua vasta reserva hoje serve como seu cartão de visita.

A placa é da Fundação Nacional do Índio (Funai), criticada por grande parte do agronegócio.

"É um alerta de que eles estão voltando", disse Awip Puré Uru-eu-wau-wau, membro de 19 anos da tribo, à Reuters, algumas semanas depois do atrito em Rondônia.

O confronto é parte de um aumento das ameaças e incursões ilegais que tribos e grupos de direitos indígenas dizem terem sucedido após a chegada de Bolsonaro ao poder.

As invasões de terra cresceram 150 por cento desde que ele foi eleito, segundo o Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

Na noite da vitória de Bolsonaro, um posto de saúde e uma escola em terras pankararu de Pernambuco foram atacados com bombas incendiárias, relatou o CIMI, e em Mato Grosso do Sul comboios de agricultores dispararam contra a comunidade guarani kaiowá para intimidá-la.

O Brasil abriga cerca de 850 mil indígenas, que representam em torno de 300 tribos. Suas reservas vastas, que equivalem a cerca de 13 por cento do território nacional, são uma fonte de conflito com pessoas de fora que querem explorar suas riquezas naturais há tempos.

Bolsonaro se queixou do que vê como proteções federais excessivas para estas minorias. Ele comparou os nativos das reservas a animais vivendo em zoológicos, sugerindo que fariam melhor assimilando e usufruindo de uma parcela dos lucros que viriam da abertura de suas terras à agricultura e à mineração.

O presidente repudiou as reservas por considerá-las um impedimento ao agronegócio.

"Se eu me tornar presidente, não haverá um centímetro quadrado de terra designada para reservas indígenas", afirmou ele durante um evento de campanha de 2017 em Mato Grosso.

O agronegócio está entre os setores da economia que mais apoiaram a campanha de Bolsonaro.

Defensores dos indígenas, contudo, dizem que tal retórica atiçou um ressentimento antigo, colocando as vidas dos nativos em risco.

"Seus discursos de campanha... se tornaram uma licença para invadir terras indígenas", disse Ivaneide Bandeira, chefe da ONG de ativismo etnoambiental Kanindé.

Um dos primeiros atos de Bolsonaro como presidente foi privar a Funai de seu papel de determinar as fronteiras de reservas, atribuindo-o ao Ministério da Agricultura, que é dominado por ruralistas.

A autoridade a cargo das questões territoriais agora é Nabhan Garcia, que combate as reservas há décadas.

"A quantidade de terra para reservas é monstruosa, e está nas mãos de poucos índios hoje", disse Garcia em uma entrevista à Reuters.

Os Uru-eu-wau-wau foram dizimados por doenças quando os agricultores chegaram nos anos 1970, graças à abertura de uma estrada em Rondônia.

Hoje, seus 150 sobreviventes moram em uma reserva de 1,9 milhão de hectares próxima da fronteira com a Bolívia.

Embora alguns membros da tribo usem jeans e celulares comprados com dinheiro do governo e a venda de castanhas e mandioca, vivem em grande parte como seus ancestrais, caçando antas e javalis.

Os Uru-eu-wau-wau já enfrentaram invasores em busca de madeira e terras antes, mas os de janeiro foram diferentes: eles pintaram números em árvores separadas por intervalos precisos de 60 hectares, um sinal de que estão demarcando lotes para vender a futuros colonos.

A tribo convocou uma assembleia de emergência de seus seis vilarejos no mesmo mês. Chefes e guerreiros pintaram os corpos, colocaram cocares de penas de arara e realizaram uma dança de guerra. Eles escreveram uma carta pedindo proteção do governo e alertaram que recorreriam às suas setas e arcos se necessário.

"Precisamos desta terra e das árvores de sua floresta de pé para sobrevivermos como povo", disse Tangae Uru-eu-wau-wau, líder de um vilarejo, à Reuters.

A assembleia teve a participação do novo chefe da Funai, Franklimberg Ribeiro, general da reserva do Exército descendente de índios da Amazônia. Ele garantiu aos Uru-eu-wau-wau que sua agência protegerá sua terra.

"Agiremos para deter estas invasões", disse Ribeiro à Reuters após a reunião dos chefes tribais.

Mas semanas mais tarde ninguém ainda foi punido, e os Uru-eu-wau-wau temem o pior.

A tribo compartilhou suas imagens de celular com a Polícia Federal, que flagrou um suspeito invadindo sua terra --mas um juiz se recusou a emitir um mandado de prisão.

Autoridades disseram que ainda procuram David Elias da Silva, agricultor local que liderou a invasão, segundo alegam.

A Reuters visitou sua casa, situada a pouca distância da reserva. Sua esposa, Suely, não quis informar seu paradeiro, disse que ele é inocente e culpou os indígenas pelos distúrbios.

"Os índios não trabalham. Não fazem nada. E essa é a causa de toda essa confusão", afirmou.

ATAQUES EM ALTA

Os conflitos com mineiros e madeireiros ilegais se intensificaram no Pará e no Maranhão, disse a Funai. Como os agentes da lei são poucos, algumas tribos criaram milícias armadas para proteger suas terras.

As batalhas legais também estão aumentando. No dia 31 de janeiro, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) contestou na suprema corte a decisão de Bolsonaro de encarregar o Ministério da Agricultura de determinar as fronteiras de reservas --o tribunal ainda não se pronunciou.

A Constituição brasileira de 1988 garante às tribos direitos sobre suas terras ancestrais.

O plano presidencial de assimilar os indígenas é uma reversão da diretriz federal de proteção ao seu habitat, línguas e costumes, segundo Cleber Buzzatto, secretário-executivo do CIMI, que teme que as mudanças provoquem um etnocídio.

O etnógrafo Sydney Possuelo, autoridade destacada sobre tribos isoladas, também está preocupado.

Em dezembro ele estava na reserva do Vale do Javari, região no extremo oeste do país que tem a maior concentração mundial de tribos jamais contatadas. Locais disseram a Possuelo que viram centenas de "brancos" armados em barcos entrarem na reserva pelo Rio Javari, onde coletaram peixes e tartarugas, derrubaram árvores e p do lotes para vender a futuros colonos.

A tribo convocou uma assembleia de emergência de seus seis vilarejos no mesmo mês. Chefes e guerreiros pintaram os corpos, colocaram cocares de penas de arara e realizaram uma dança de guerra. Eles escreveram uma carta pedindo proteção do governo e alertaram que recorreriam às suas setas e arcos se necessário.

"Precisamos desta terra e das árvores de sua floresta de pé para sobrevivermos como povo", disse Tangae Uru-eu-wau-wau, líder de um vilarejo, à Reuters.

A assembleia teve a participação do novo chefe da Funai, Franklimberg Ribeiro, general da reserva do Exército descendente de índios da Amazônia. Ele garantiu aos Uru-eu-wau-wau que sua agência protegerá sua terra.

"Agiremos para deter estas invasões", disse Ribeiro à Reuters após a reunião dos chefes tribais.

Mas semanas mais tarde ninguém ainda foi punido, e os Uru-eu-wau-wau temem o pior.

A tribo compartilhou suas imagens de celular com a Polícia Federal, que flagrou um suspeito invadindo sua terra --mas um juiz se recusou a emitir um mandado de prisão.

Autoridades disseram que ainda procuram David Elias da Silva, agricultor local que liderou a invasão, segundo alegam.

A Reuters visitou sua casa, situada a pouca distância da reserva. Sua esposa, Suely, não quis informar seu paradeiro, disse que ele é inocente e culpou os indígenas pelos distúrbios.

"Os índios não trabalham. Não fazem nada. E essa é a causa de toda essa confusão", afirmou.

ATAQUES EM ALTA

Os conflitos com mineiros e madeireiros ilegais se intensificaram no Pará e no Maranhão, disse a Funai. Como os agentes da lei são poucos, algumas tribos criaram milícias armadas para proteger suas terras.

As batalhas legais também estão aumentando. No dia 31 de janeiro, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) contestou na suprema corte a decisão de Bolsonaro de encarregar o Ministério da Agricultura de determinar as fronteiras de reservas --o tribunal ainda não se pronunciou.

A Constituição brasileira de 1988 garante às tribos direitos sobre suas terras ancestrais.

O plano presidencial de assimilar os indígenas é uma reversão da diretriz federal de proteção ao seu habitat, línguas e costumes, segundo Cleber Buzzatto, secretário-executivo do CIMI, que teme que as mudanças provoquem um etnocídio.

O etnógrafo Sydney Possuelo, autoridade destacada sobre tribos isoladas, também está preocupado.

Em dezembro ele estava na reserva do Vale do Javari, região no extremo oeste do país que tem a maior concentração mundial de tribos jamais contatadas. Locais disseram a Possuelo que viram centenas de "brancos" armados em barcos entrarem na reserva pelo Rio Javari, onde coletaram peixes e tartarugas, derrubaram árvores e prospectaram à procura de minerais.

Uma noite, alguns deles abriram fogo contra uma pequena estação da Funai construída na reserva e foram repelidos por quatro policiais que por coincidência estavam lá para uma visita anual. Agentes da Funai que conversaram com a Reuters confirmaram o ataque. Ninguém foi preso.

"A situação dos povos indígenas do Brasil nunca foi muito boa. Mas em 42 anos trabalhando na Amazônia, este é o momento mais perigoso que já vi", disse Possuelo por telefone.

"Madeireiros, mineiros, caçadores, pescadores que invadem reservas agora acham que o presidente está do lado deles."

(Por Anthony Boadle e Ueslei Marcelino; reportagem adicional de Jake Spring em Brasília)

Fonte: REUTERS.

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Brasil · 05 de março de 2019 às 16:23

Vitória - Terça-feira - 16:25 - Adolescente e jovem são assassinados ao chegar em festa. Clique na imagem para mais informações

Dois jovens foram assassinados na madrugada desta terça-feira (5) na Grande São Pedro, Vitória. As vítimas são um adolescente de 16 anos e um jovem de 25, que foram atingidos por vários disparos.

Segundo as informações, bandidos chegaram em um carro preto na rua Wilson Toledo, em São José, onde moradores faziam uma festa. Os bandidos desceram do carro vestindo coletes e armados e começaram a atirar. Os dois amigos foram atingidos e morreram.

O adolescente tem passagem por tráfico de drogas. Ele sofreu nove perfurações, sendo duas nas costas, duas no braço esquerdo, uma no rosto, uma na mão esquerda, uma na nuca, uma no tórax e uma nos glúteos.

O jovem, Jessé Teodoro Chaves, sofreu uma perfuração no olho, uma na nuca e outra na canela esquerda. “Eu não queria meu filho nessa vida. Sempre dei conselho. Falei: ‘Meu filho, sai dessa vida enquant áfico de drogas. Ele sofreu nove perfurações, sendo duas nas costas, duas no braço esquerdo, uma no rosto, uma na mão esquerda, uma na nuca, uma no tórax e uma nos glúteos.

O jovem, Jessé Teodoro Chaves, sofreu uma perfuração no olho, uma na nuca e outra na canela esquerda. “Eu não queria meu filho nessa vida. Sempre dei conselho. Falei: ‘Meu filho, sai dessa vida enquanto é tempo, pelo amor de Deus. Seu pai quer ver você trabalhando, criando seus filhos’. E ele ficava calado, não falava nada”, contou a mãe do jovem.

Familiares contaram que Jessé estava no local para se divertir com o amigo, que tinha ido buscar a namorada.

Fonte: Tribuna Online.

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Brasil · 05 de março de 2019 às 15:52

Vitória - Terça-feira - 15:50 - Briga entre amigas termina em facada. Clique na imagem e entenda

Duas amigas se divertiam juntas na noite desta segunda-feira (4) em Santos Dumont, Vitória, quando começaram a brigar. Uma das mulheres deu duas facadas no . A vítima se locomove com o auxílio de muletas, após deixar de usar cadeira de rodas.

Testemunhas no bairro contam que Liliane pode ter tentado roubar coisas na casa da amiga, e então, ter ocorrido a briga.

Após ser atingida pela facadas, Liliane foi socorrida pelo Samu, acionada por um vizinho, e levada para um hospital da Grande Vitória. O caso será investigado.

Imagem - internet

Fonte: Tribuna Online.

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Brasil · 05 de março de 2019 às 15:44

Terça-feira - 15:45 - Viúva de Marielle ressalta importância do enredo da Mangueira. Clique na imagem para mais informações

A viúva de Marielle Franco, Monica Benício, revelou estar emocionada com o desfile da Mangueira na Sapucaí. A Verde e Rosa trouxe a história não contada da História do Brasil e homenageou luminares negros, com uma leitura crítica do contexto atual. "É uma emoção muito grande. Sem dúvida esse enredo representa resistência, é algo urgente diante do nosso contexto político, que fala de repre , disse.

Fonte: O DIA.
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Brasil · 05 de março de 2019 às 15:31

Rio de Janeiro - Terça-feira - 15:30 - Chefe do tráfico de uma comunidade oferece R$ 20 mil para não ser preso. Clique na imagem e saiba mais

Policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) prenderam, na noite desta segunda-feira, o chefe do tráfico de drogas da comunidade Santa Maria, na Taquara. Luís Magno Damasceno do Rosário Dutra, conhecido como Pará, ofereceu R$ 20 mil como propina aos agentes para não ser preso.

De acordo com a PM, Pará foi encontrado na Estrada do Pau-Ferro, na altura do número 500, no Pechincha, ainda na Zona Oeste do Rio. O local fica a menos de 100 metros do 18º BPM.

Quando foi abordado, Pará imaginou que estava sendo preso por ter parado de assinar sua liberdade condicional. Ele foi levado para a 32ª DP (Taquara), onde foi autuado por corrupção ativa.

De acordo com a PM, Pará foi encontrado na Estrada do Pau-Ferro, na altura do número 500, no Pechincha, ainda na Zona Oeste do Rio. O local fica a menos de 100 metros do 18º BPM.

Quando foi abordado, Pará imaginou que estava sendo preso por ter parado de assinar sua liberdade condicional. Ele foi levado para a 32ª DP (Taquara), onde foi autuado por corrupção ativa.

Fonte: O DIA.
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Brasil · 05 de março de 2019 às 15:08

São Gonçalo - Terça-feira - 15:08 - Corpo de uma adolescente de 14 anos é encontrado em porta-malas de carro. Clique na imagem e saiba mais

O corp m agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNSG), que investiga o caso.

Em nota, a Polícia Civil informou que ainda não se pode afirmar se foi caso de feminicídio. "De acordo com a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), foi aberto um inquérito para verificação da ocorrência. Ainda não se sabe a motivação, mas pela apuração preliminar, os autores seriam ligados ao tráfico de drogas. Investigação e diligências continuam em andamento".

 

Fonte: O DIA.

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Brasil · 04 de março de 2019 às 17:11

Rio de Janeiro - Segunda-feira - 17:10 - Recém-nascida é resgatada dentro de caixa em viaduto. Clique na imagem e saiba mais

Uma menina recém-nascida foi resgatada por policiais militares no fim da manhã desta segunda-feira em Santíssimo, na Zona Oeste do Rio. A criança foi encontrada dentro de uma caixa embaixo do viaduto na Estrada do Lameirão.

De acordo com a Polícia Militar, os agentes do 40º BPM (Campo Grande) foram acionados para verificar uma denúncia de que havia um bebê abandonado no local. Lá, a equipe constatou que várias crianças brincavam onde a recém-nascida estava. A bebê foi resgatada e levada para o Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande, na mesma região.

Outro caso

Um caso semelhante aconteceu no mês passado, quando um recém-nascido também foi encontrado ainda com o cordão umbilical dentro de uma caixa de papelão em Volta Redonda, no Sul Fluminense. De acordo com a Polícia Civil, ele foi encontrado por um morador na Avenida das Magnólias, no bairro Vila Mury. O caso foi registrado na 93ª Delegacia de Polícia (Volta Redonda).

Fonte: O DIA.

Brasil · 04 de março de 2019 às 14:54

Segunda-feira - 14:55 - Governo federal aposta em escolas compartilhadas com militares para combater a violência. Clique na imagem e saiba mais

A guinada militar na educação brasileira é uma das apostas do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), para reduzir a criminalidade no país. Ancoradas em conceitos como respeito à hierarquia, disciplina, patriotismo e valorização da meritocracia, as escolas cívico-militares despontam com uma das principais políticas do Ministério da Educação (MEC), sobretudo para os ensinos fundamental e básico de áreas vulneráveis.

O Executivo federal finaliza um projeto que irá expandir esse modelo pelo país. O texto prevê a administração de escolas com auxílio das polícias, Forças Armadas e do Corpo de Bombeiros. Inicialmente, a adesão de estados e municípios será voluntária. Para cuidar do assunto, o MEC criou a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares.

A tendência de militarização de unidades de ensino já tem crescido na capital federal. Um mês após quatro escolas públicas do Distrito Federal iniciarem o modelo de gestão compartilhada com a Polícia Militar (PMDF), outros colégios manifestaram interesse em participar do projeto. Diretores, professores e pais de alunos procuraram as regionais de ensino das cidades do DF para saber como ocorrerá o processo de expansão e verificar a probabilidade de fazerem parte da iniciativa: o governo local pretende ampliar a proposta, chegando a 200 instituições até 2023.

Outra unidade da Federação se prepara para implantar esse modelo de escola. Em Minas Gerais, o governador Romeu Zema (Novo) estuda a possibilidade para instituições com baixos índices educacionais e alta taxa de violência.

No país, já existem 120 escolas do tipo, em 17 unidades da Federação. Goiás é o estado com mais instituições cívico-militares: 60 colégios estaduais coordenados pela Polícia Militar oferecem educação a 65 mil alunos. Policiais da reserva ou com algum tipo de restrição assumem a gestão dos colégios.

Medida polêmica
Apesar da arrancada dessas escolas, as opiniões de quem monitora o setor são divergentes. Os escalados para implantar o modelo se baseiam nos bons resultados alcançados pelas unidades já existentes no território nacional, como, por exemplo, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Na contramão, especialistas temem doutrinação ideológica e excesso de rigidez no ambiente escolar, além de outros possíveis efeitos que a medida pode acarretar.

Valter Marques, especialista em combate à violência e educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é categórico: militarizar não resolve nenhum dos problemas. “Violência é uma construção de fatores sociais, onde interferem o desemprego, a desigualdade social, a falta de saneamento básico, de saúde e de construção familiar. Não é um policial na escola que resolverá toda essa questão”, pondera.

Para ele, a solução “simplifica” o problema. “A expertise militar tem que se dedicar à violência, não à questão educacional. A juventude brasileira enfrenta uma situação de vida delicada, sem perspectivas. Militarizar escolas não significa produzir uma boa educação”, conclui.

O sociólogo Antônio Carlos Mazzeo, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é mais incisivo: “Nenhum educador vai dizer que militarizar um colégio ajuda no processo do conhecimento e desenvolvimento pedagógico”. E acrescenta: “Fico preocupado com esse tipo de investida na educação, sobretudo quando se pensa em que tipo de educação se quer dar ao país. Ela será cidadã, democrática ou com mentalidade limitada?”.

Sucesso em Goiás
O governo goiano investe neste modelo há 20 anos e é categórico: os colégios militares alc o civismo e a questão disciplinar são diferenciais”, explica.

Para se ter dimensão do interesse crescente, no ano passado, segundo a secretária, foram oferecidas 5 mil vagas em escolas cívico-militares goianas. Os responsáveis interessados fazem um cadastro e concorrem a uma vaga por meio de sorteio. O governo goiano recebeu mais de 20 mil inscrições.

Lá, um dos exemplos do sucesso da experiência é o Colégio Estadual da Polícia Militar Dr. César Toledo, em Anápolis, distante 151 km de Brasília. A nota da instituição do Ideb saltou de 4,7 em 2007 para 7,5 em 2017. No Entorno do DF, Valparaíso de Goiás, Novo Gama e Luziânia contam com esse modelo de escola.

Fátima Gavioli acredita que esse tipo de educação será tendência nos próximos anos. “A escola [cívico-]militar funciona bem, está estruturada e é construída por meio do diálogo com a comunidade. Ela funciona de maneira eficaz e tem dado certo para as demandas do século 21”, conclui a secretária de Educação de Goiás.

DF segue mesmo roteiro


Igo Estrela/Metrópoles


Na mesma rota do governo federal, o Palácio do Buriti pretende ampliar ainda neste ano a militarização na educação. O Executivo local prepara um projeto de lei a ser enviado à Câmara Legislativa para formalizar o modelo.

O governo distrital pretende terminar 2019 com, ao menos, 40 instituições com o novo sistema de administração. O número pode chegar a 200 até 2023. Em duas semanas de aula, aumentou a procura por vagas em colégios militarizados no DF.

Mauro Oliveira, assessor especial do gabinete da Secretaria de Estado de Educação do DF, tem feito as amarras do projeto que o Executivo encaminhará ao Legislativo local. Para ele, essa é a solução para colégios com problemas de aprendizagem e violência.

“Não estamos falando de uma escola em condições razoavelmente normais. Não se reflete o tempo efetivo de aula que o professor consegue dar”, pondera. Apesar do foco nas instituições mais problemáticas, Mauro garante que os maus alunos não serão excluídos. “Há uma busca por segurança. Esse é um tema recorrente para as pessoas, foi muito visível no período eleitoral e se faz presente. É uma saída inteligente corrigir o problema da segurança dentro da sala de aula”, pondera.

Ele emenda: “A primeira grande dúvida foi se a rigidez seria algo extremamente forte. O resultado não é alcançado pelos militares, mas pela disciplina. Se fala demais do corte de cabelo, do horário, da farda, que são importantes, mas acessórios, não o foco do trabalho”.

Apesar de defender a proposta, Oliveira não acredita que ela será expandida em larga escala. “Chega uma hora que não há policial da reserva disponível. Com isso, tem que optar por ter policial na rua ou na escola. É um modelo de sucesso, mas que se torna limitado”, avalia.

Outro lado
Em nota, o Ministério da Educação informou que a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares busca fortalecer a “sinergia de atuação entre os governos federal, estaduais e municipais, atuando de forma sistêmica, por meio de termos de cooperação nos quais serão estabelecidos os requisitos para criação e manutenção das escolas cívico-militares, como suporte orçamentário, recursos humanos e materiais necessários ao desenvolvimento e sucesso deste modelo educacional”.

A escolha da escola será feita após a observação das recomendações da pasta. “[São critérios] apresentar baixo desempenho no Ideb, localização em áreas de alta vulnerabilidade social, consulta e aceitação do modelo pela comunidade escolar e a disponibilidade de militares em cada localidade”, conclui o texto.

Fonte: Metrópoles.

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